Ibama aceita proposta para licenciar portos
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), Abelardo Bayma Azevedo, aceitou ontem o cronograma de ações proposto pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) para obtenção do licenciamento ambiental para os terminais paranaenses.
O documento foi entregue e protocolado no Instituto pelo próprio superintendente da Appa, Mario Lobo Filho, no dia 21 de junho, antes mesmo do embargo às atividades na semana passada.
Questões pontuais e de origem técnica foram debatidas pela equipe do Ibama e por uma comissão paranaense formada por Lobo Filho; pelo diretor técnico da autarquia, André Cansian; o presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Volnei Bisognin; e a procuradora do Estado do Paraná, Ana Cláudia Bento Graf.
Agora o cronograma segue para análise dos departamentos jurídicos dos órgãos. O Ibama e a Appa devem assinar um termo de compromisso, com base nos novos prazos, já na próxima semana.
Antonina - A Capitania dos Portos do Paraná (CPPR) analisará os resultados da batimetria, realizada pela Paranaguá Pilots, para definir se ampliará o calado máximo exigido para a navegação no canal de acesso ao Terminal Portuário da Ponta do Félix, em Antonina (PR). Desde julho de 2008, o calado máximo autorizado pela CPPR é de 7,10 metros, em função do assoreamento da área, o que colocava em risco a segurança do tráfego aquaviário.
A dragagem emergencial, realizada entre dezembro de 2009 e março de 2010, pela Ponta do Félix, pretende levar o calado máximo para 8,10m. ''Se confirmados esses resultados poderemos liberar o tráfego de navios e mantermos a segurança da navegação, oferecendo condições à operacionalidade do Terminal da Ponta do Félix'', comentou o Capitão dos Portos do Paraná, Capitão-de-Mar-e-Guerra Marcos Antônio Nóbrega Rios.
Segundo o diretor da Ponta do Félix, Luiz Henrique Tessuti Dividino, com a retomada da navegabilidade do canal de acesso, a Ponta do Félix inicia uma nova etapa na condição de porto alternativo à Paranaguá, após 10 anos de atividades no Porto de Antonina. ''Nos próximos dois anos serão investidos mais de R$ 16 milhões em infraestrutura e equipamentos. Esta situação permitirá ao terminal dar um atendimento customizado a cada cliente e possibilitará a criação de centenas de oportunidades de emprego, geração de renda e riqueza para a região'', avaliou o diretor.


