O secretário da Agricultura, Leonel Poloni, e o presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Florindo Dalberto, lançaram ontem na Expo-Umuarama o livro Arenito – Nova Fronteira. A publicação reúne informações técnico-econômicas sobre a recuperação de pastagens degradadas através do arrendamento das terras para cultivo de grãos. Segundo Poloni, a integração lavoura-pecuária deu um novo rumo para a economia regional. ‘‘O Governo mobilizou os órgãos de pesquisa e assistência para oferecer suporte a este projeto de integração agropecuária que nasceu na própria região’’, disse Poloni.
No ano passado, o Iapar lançou um livro com resultados das pesquisas feitas com cultivo de grãos, principalmente o soja, nos solos de arenito do Noroeste. ‘‘A primeira edição trazia apenas informações técnicas. Nesta publicação, estão dados econômicos e financeiros dos diferentes sistemas de arrendamento de terras para recuperação de pastagens e solos degradados’’, afirmou o presidente do Iapar. Segundo Dalberto, há três anos o Iapar desenvolve uma série de pesquisas sobre o cultivo de grãos em pastagens do arenito.
A soja chegou à região há quatro anos quando a prefeitura de Umuarama lançou o Programa de Arrendamento de Terras (Pater). A idéia era introduzir o cultivo de grãos na região e, ao mesmo tempo, recuperar as pastagens degradadas para fortalecer a pecuária. Não existiam estudos ou pesquisas sobre o cultivo de grãos no arenito. O solo, altamente propenso à erosão, era recomendado apenas para culturas permanentes como o café e a pecuária.
A pecuária predomina no Noroeste, ocupando 72% dos cerca de 3,2 milhões de hectares. A região possui 3,5 milhões de cabeças, cerca de 40% do rebanho do Paraná. Entretanto, em mais da metade dos 107 municípios da região, a capacidade de lotação das pastagens é igual ou inferior a 1,2 animais por hectare, um índice muito baixo resultante das péssimas condições das pastagens.

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