Iapar desenvolve plantas modificadas de laranja e café
No Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em Londrina, a vedete é a laranja transgênica. O projeto de transformação genética da laranja começou em 1999, em busca de maior resistência ao cancro cítrico. A doença é responsável por grandes prejuízos para produtores. Só em 1999, foram gastos R$ 33 milhões na erradicação de pomares infectados nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.
Numa parceria com o National Institute of Agrobiological Resource, do Japão, o Iapar conseguiu a obtenção de laranja doce de cultivares plantadas no Brasil com o gene da sarcotoxina. Trata-se de um gene antibacteriano, retirado de moscas. As plantas desenvolvidas já mostraram ser resistentes ao cancro cítrico.
O membro da equipe, pesquisador Luiz Felipe Pereira, afirma que o Iapar só tem autorização para ter as plantas em casa de vegetação (ambiente protegido, onde as plantas são mantidas em vasos). No mês que vem, o instituto deve entrar com a documentação junto à CTNBio, visando a autorização para passá-las para o solo. No campo, a equipe vai avaliar o comportamento da planta, sua toxidade, qualidade, etc. A tendência é que não haja diferença do fruto da planta tradicional.
Após ir para o campo, a previsão é que a planta comece a produzir em um ano. Os pesquisadores acreditam que em cinco anos o Iapar poderá disponibilizar o material ao produtor.
As pesquisas com a laranja continuam no sentido de se encontrar uma planta resistente à seca. Pesquisadores do Iapar também trabalham no desenvolvimento de plantas transgênicas do café que apresentem maior uniformidade nos frutos. (B.B.)





