IAP vê alternartivas às termelétricas
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2001
Cláudia Lopes De Londrina 
O chefe do departamento de licenciamento ambiental do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Pedro Dias, afirmou ontem à Folha que o Paraná precisa rediscutir a matriz energética do Estado. Ele considera como fontes ideais as energias solar e eólica (a partir do vento) e cita como exemplo projetos pilotos em Palmas, que utiliza a eólica, e algumas ilhas paranaenses onde foram instaladas células que transformam luz solar em energia. Estas alternativas poderiam resolver problemas localizados, disse.
Ao contrário do físico José Walter Bautista Vidal, que em matéria publicada pela Folha no último domingo fez a defesa de fontes como a biomassa e a hidrelétrica em detrimento das termelétricas Dias disse preferir termelétricas a gás natural do que hidrelétricas, que precisam alagar grandes extensões de terras, expulsando os agricultores. O IAP está estudando projetos de pequenas centrais hidrelétricas, com lagos de apenas dez hectares e que vão gerar 15 megawatts.
O chefe do IAP admitiu que as termelétricas a gás natural são poluentes mas disse que o impacto ambiental é menor do que o produzido atualmente pelas indústrias, que queimam óleo pesado, lenha e GLP. O ideal é que pudéssemos usar gás nacional como o de Pitanga para não ficarmos dependentes de capital externo.
Dias garantiu que o IAP está analisando os pedidos de licença prévia de termelétricas, gasoduto e da rede de distribuição do Norte do Estado com rigor. Não vamos liberar licenças para projetos fora dos parâmetros legais e os exigidos pela comunidade. Quem quiser construir uma térmica terá que investir em equipamentos de controle de poluentes. Temos que gerar mais energia, mas com equilíbrio.
Até agora, apenas uma termelétrica a gás natural em Araucária obteve licença de instalação no IAP. Entre os pedidos que estão sendo analisados, está a termolétrica da Confepar, de resíduo asfáltico. Pela análise inicial, este tipo de térmica é mais poluente do que a gás, adiantou Dias.
Na próxima sexta-feira ele vai dirigir audiências públicas em Rolândia, Cambé e Londrina para discutir, junto com a população, os impactos ambientais da rede de gás da Compagás, que vai contemplar 11 municípios da região. Uma das sugestões da sociedade que podem ser incorporadas ao projeto é a implantação de treinamento de emergência ao longo da rede.


