IAP frustra esperança de madeireiros
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terça-feira, 24 de maio de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba O Instuto Ambiental do Paraná (IAP) não pretende alterar a resolução que regulamenta o novo Código Florestal no Estado. A portaria em vigor, número 31, reduziu de 15 para 10 hectares a área máxima que pode recorrer aos escritórios do IAP no Interior, para se obter a autorização para corte de material lenhoso. Acima disso, o pedido de autorização deve ser enviada para uma câmara técnica, cuja composição é integrada por técnicos do IAP e Ibama, que farão uma análise rigorosa das áreas com solicitação para desmate.
O presidente do IAP, Rasca Rodrigues não descartou a possibilidade de uma organização não governamental (ONG), integrar a câmara técnica. Para ele, não há mais o que mudar nessa posição e a resolução já está concluída.
Essa decisão, se confirmada, representa uma ''ducha de água fria'' na esperança dos madeireiros e prefeitos da região Sul do Paraná que recentemente mantiveram encontro com o secretário de Estado do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida. No encontro, o secretário abriu a portaria 31 para discussão, o que sinalizou que as sugestões apresentadas poderiam ser acatadas. Segundo os madeireiros, o secretário se dispôs a prorrogar a portaria 31 na versão anterior, que permitia o corte de material lenhoso e capoeiras.
Mas não é isso o que está acontecendo. Segundo o presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, Roberto Gava, os empresários ainda não estão obtendo licenças que permite o corte de capoeiras para o plantio de florestas. Ele defende que o secretário ''encaminhe por escrito ao IAP essa prorrogação, pois até então nada está sendo liberado'', afirmou por meio de nota.
De acordo com Rodrigues, eles não estão obtendo essa autorização porque, dos 73 pedidos de aproveitamento do material lenhoso apresentados ao IAP, 41 correspondem a pedidos de desmate. E a maioria referem-se à áreas de 90 a 98 hectares, ''o que representa uma ameaça ao restabelecimento de matas nativas'', explicou.
Os madeireiros questionam o secretário Cheida, que teria alegado na reunião que não iria assinar a minuta elaborada pelo IAP por conter questões que legalmente não se sustentam. A Folha tentou contato com o secretário do Meio Ambiente mas não foi atendida. Segundo o empresário Roberto Gava, o setor madeireiro está paralisado, sem autorização para fazer o replantio do Pinus. Com isso centenas de pessoas já estão desempregadas na região Sul, destacou.


