Curitiba O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) embargou, ontem, a venda irregular de óleo diesel em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. O empresário Ari Reginato de Paula Armstrong, 34 anos, mantinha um tanque com capacidade para sete mil litros de combustível no quintal de sua casa, uma ameaça de explosão para sua família e vizinhos. O empresário foi preso em flagrante pela Polícia Florestal, mas liberado após prestar depoimento na delegacia da cidade.
A denúncia partiu de um dos diretores do Sindicatos dos Revendedores de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis), José Valdir Assunção, que tem um posto no município, e foi alertado por moradores da região. O tanque estaria sendo usado para abastecer caminhões próprios do empresário e também para revenda.
Na delegacia, Armstrong apresentou notas fiscais que comprovam a origem do combustível. Sobre a irregularidade ambiental, alegou desconhecimento e disse que não sabia que não podia vender o combustível em casa. O empresário foi multado no valor de R$ 2 mil, pelo IAP.
O presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, disse que o caso é mais um exemplo que ele chama de ''farra do diesel'', que vem pipocando em vários locais do Estado. Segundo ele, muitos empresários estão trabalhando como revendedores, sem nenhuma autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e sem licença ambiental. Esses empresários estariam comprando o combustível de revendedores retalhistas.
Fregonese disse que este ano pretende concentrar o trabalho do sindicato na venda irregular de combustível, que vem intensificando a concorrência predatória aos postos legalmente estabelecidos. O presidente do Sindicombustíveis atribuiu essa prática à reação de empresários inescrupulosos, que estão acuados com o cerco da fiscalização em postos de combustíveis, que adulteram combustíveis e praticam a sonegação fiscal. Segundo Fregonese, mais de 90% das transportadoras que mantêm tanques de combustível em suas propriedades, alegando abastecimento de frota própria, estão em desacordo com a legislação.
Fregonese anunciou que vai recorrer à Polícia Florestal, ao Ministério Público do Meio Ambiente, ao Ministério Público do Trabalho e ao IAP para solicitar uma fiscalização mais intensa.

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