O embaixador da Coréia do Sul, Sam Hoon Kim, afirmou ontem em Curitiba que a montadora Hyundai irá se instalar no Estado que oferecer maiores incentivos fiscais e vantagens para ela. A declaração confirma a hipótese de que a montadora pretende promover um ‘‘leilão’’ entre os interessados. O Paraná é um dos Estados que disputa a instalação da Hyundai.
‘‘Quem oferecer mais, leva’’, admitiu o embaixador. Kim visitou a governadora em exercício, Emília Belinati, no Palácio Iguaçu. Os dois falaram sobre os investimentos que os coreanos pretendem fazer no País, nos próximos anos.
Sam Hoon Kim disse que as indústrias dos setores de siderurgia, manufatura e automotriz podem totalizar US$ 3 bilhões em investimentos no Brasil. O valor pode chegar a US$ 5 bilhões, caso os coreanos consigam participar dos processos de privatização das estatais brasileiras. ‘‘Temos muito interesse na Petrobrás e na Vale do Rio Doce’’, afirmou.
Os investimentos coreanos no País tem aumentado a cada ano. Durante o ano passado, foram investidos US$ 30 milhões. A previsão é chegar a cifra de US$ 10 bilhões em quatro anos. Sam Hoon Kim disse que a entrada de capital coreano no Brasil será constante caso se mantenha a política de abertura econômica. Hoje, o Brasil é o 12º país que mais comercializa com a Coréia, totalizando US$ 3 bilhões, em 1995.
Durante a reunião com Emília Belinati, que durou 35 minutos, a possibilidade de a Hyundai vir para o Paraná não foi discutida diretamente. O embaixador disse que os assuntos relativos a empresas privadas não são tratados pelo governo. ‘‘Não cabe ao governo coreano saber onde, quando e quanto a Hyundai pretende investir em outro país, mas sabemos que ela já escolheu o Brasil’’, disse Sam Hoon Kim.
O embaixador listou algumas vantagens que devem agradar à montadora e que podem ser decisivos na hora da escolha. Entre elas, está a infra-estrutura da região, os incentivos dos governos federais e estaduais e a qualidade de mão-de-obra. A Hyundai estuda até mesmo as condições salariais de cada Estado interessado e a atividade sindical desenvolvida.
A governadora em exercício enfatizou que o Estado está aberto a qualquer tipo de investimento estrangeiro. Ela falou do potencial energético e do programa de recuperação de rodovias (Anel de Integração), que vai ligar as cidades pólos do Estado. Emília citou os municípios do interior em três situações distintas, reforçando a idéia de que o governo pretende levar indústrias para as demais regiões do Estado.

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