A crise econômico-financeira que deprime as empresas da Coréia do Sul fez ontem nova e gigantesca vítima: a Hyundai Motor Co., maior fabricante de veículos do país, que anunciou ter sido forçada a encerrar atividades por tempo indeterminado. Segundo informações divulgadas pela agência noticiosa sul-coreana Yonhap, as linhas de montagem da Hyundai foram interrompidas por falta de peças.
‘‘O problema da Hyundai foi a interrupção do abastecimento de um de seus maiores fornecedores de componentes e autopeças, a Mando Machinery’’, anunciou a agência noticiosa. ‘‘E o problema da Mando é ser controlada pelo grupo Halla, em concordata há duas semanas.’’
Para sair da concordata, o Halla, que vem submetendo seus livros contábeis à Justiça sul-coreana, pediu aos grupos automobilísticos nacionais - entre eles Hyundai, Daewoo e Kia - que paguem à vista todas os pedidos de fornecimento de peças.
Sem caixa para realizar esses pagamentos, graças à virtual paralisação do mercado interno, os fabricantes automobilísticos acabaram sem os componentes essenciais para as linhas de montagem de seus veículos. Para agravar a situação, a Mando Machinery tem o monopólio nacional de vários componentes da indústria automobilística, o que elimina a possibilidade de a Hyundai, por exemplo, buscar peças com uma empresa concorrente.
Segundo fontes da Hyundai, a empresa depende de pelo menos uma dezena de componentes produzidos pela Mando, entre os quais instalações de ar-condicionado e de caixas de câmbio. Porta-voz da Associação de Fabricantes Automobilísticos coreana comunicou que 50% da produção nacional de veículos estava prejudicada.

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