Hussmann recebe área para ampliação
Betânia Rodrigues
De Londrina
Especial para a Folha
A Hussmann do Brasil deve produzir este ano 30 mil unidades de refrigeradores e balcões comerciais para toda a América do Sul. Esses equipamentos sairão das linhas de produção da unidade de Londrina, que ontem recebeu da prefeitura um terreno de 40 mil metros quadrados (ao lado da fábrica) para ampliação.
A oficialização foi feita ontem de manhã durante uma solenidade que reuniu funcionários e autoridades municipais, entre elas o presidente da Associação Comercial e Industrial, Valter Orsi, e o presidente do Conselho da Folha, João Milanez. A intenção da Hussmann é construir 25 mil metros quadrados no novo terreno e oferecer mais 300 empregos. O investimento é de R$ 15 milhões, em dois anos.
Segundo o vereador Carlos Kita, o terreno doado foi avaliado em R$ 323 mil e a prefeitura pagou por ele R$ 300 mil. É um esforço que vale a pena, afirmou o prefeito Antonio Belinati, lembrando que a Hussmann é uma multinacional com larga atuação no mercado mundial. A empresa, fundada há 90 anos, tem 25 unidades espalhadas pelos quatro continentes e é líder mundial no segmento. A fábrica de Londrina, em operação desde 97, é a única da América do Sul.
Estamos em expansão contínua. Atualmente, contamos com 450 fornecedores e 800 clientes. Ano passado, fechamos o ano com um faturamento de R$ 60 milhões, mas no mundo essa cifra chegou a US$ 1,3 bilhão, disse o diretor geral da empresa, Armando Melgarejo, que preferiu não fixar data para a conclusão da obra.
A aquisição do terreno cedido à Hussmann pela prefeitura é objeto de investigação do Ministério Público, juntamente com denúncias de irregularidades na AMA/Comurb. A suspeita é de que o valor pago pela área tenha sido superfaturado em 160%. Na época em que a denúncia veio à tona, o ex-secretário da Administração Wilson Mandelli disse que a compra foi analisada por nove imobiliárias da cidade e que o laudo foi assinado por cinco membros da Comissão Permanente de Avaliação do município.
Ontem à Folha, o promotor público Cláudio Zuan Esteves disse que o julgamento sobre a compra do terreno depende da conclusão do caso AMA/Comurb. Se ficar comprovada irregularidade, a doação terá desdobramentos, disse, sem fornecer mais detalhes.





