Hussmann garante pagamento das rescisões
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sábado, 20 de dezembro de 2008
Eli Araujo e Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Na manhã de ontem, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica de Londrina se reuniu com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a diretoria da Hussmann para acertar os detalhes das rescisões salariais dos 228 funcionários demitidos na quinta-feira. De acordo com Valdir de Souza, diretor do sindicato, a empresa garantiu que os pagamentos acontecerão até o dia 26 de dezembro.
Outra proposta acordada foi uma tentativa de reinserção dos metalúrgicos no mercado de trabalho por intermédio de agências de emprego. Souza afirmou que a empresa Thermo King se comprometeu em absorver um número reduzido de funcionários demitidos. ''Mas o processo como um todo não tem mais volta'', lamentou Souza.
A Hussmann se comprometeu ainda com o pagamento de três salários adicionais até dia 3 de janeiro e uma carência dos planos de saúde e odontológico e do ticket alimentação até dia 31 de março.
Sindicato patronal
Na terça-feira, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas de Londrina apresentou uma proposta de redução de 20% dos salários e da jornada dos trabalhadores do setor por um período de seis meses. O presidente do sindicato patronal, Valter Orsi, considera a proposta como inovadora. ''Com a redução a empresa teria maior flexibilidade e não precisaria demitir ninguém. No mundo competitivo em que nós vivemos, a empresa não pode se dar ao luxo de manter um funcionário sem trabalhar'', opina.
O documento foi apresentado ao Sindicato dos Trabalhadores durante audiência da convenção coletiva da categoria realizada terça-feira na Delegacia Regional do Ministério do Trabalho. ''A crise é geral e ninguém sabe a sua exata dimensão. Por isso, acredito que é preferível para o trabalhador receber 20% a menos de salário por um determinado tempo do que ficar sem emprego''.
O representante dos trabalhadores Sebastião Raimundo da Silva, disse que irá levar a proposta à assembléia dos trabalhadores. Entretanto, argumenta que não é preciso colocar este tipo de negociação na convenção coletiva porque a lei já prevê a possibilidade de redução da jornada e do salário em caso de dificuldade comprovada da empresa. ''É o tipo da negociação que deve que ser feita empresa por empresa'', diz Silva.
A convenção deve ser assinada até o final do ano. Atualmente, afirma o sindicalista, cerca de 70% da categoria está em férias, devendo retornar ao trabalho a partir do dia 12 de janeiro.


