Sucursal de Foz do Iguaçu
O governo da Hungria, um dos países mais estáveis do antigo bloco comunista europeu, pretende desenvolver parcerias econômicas com o Paraná. No último sábado, um grupo de 30 dos principais empresários húngaros se reuniu em Foz do Iguaçu com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e também do governo estadual.
‘‘Ainda estamos no primeiro contato, mas o Paraná já se propôs a ser a plataforma de integração européia com o Mercosul e o portal será Foz do Iguaçu’’, declarou o governador Jaime Lerner (PDT), que, na mesma noite, recebeu o presidente da Hungria, Árpád G€ncz, e sua comitiva em jantar no Hotel das Cataratas.
Segundo o embaixador húngaro em Brasília, Gábor Toth, seu país está interessado em acordos de cooperação com o Paraná principalmente na área agropecuária. ‘‘Queremos especialmente a tecnologia que o Estado desenvolveu na produção de soja’’, revelou Toth. Em contrapartida, o país europeu quer transferir ao Paraná sua tecnologia na produção de medicamentos, que é bastante desenvolvida neste setor.
A visita do presidente da Hungria ao Brasil teve o objetivo de ampliar as relações econômicas entre os dois países. Atualmente, 70% dos produtos que o país europeu importa da América Latina são basileiros. Nas exportações húngaras para a América Latina, o Brasil representa 40%. A Hungria compra do Brasil principalmente café, soja e frutas. Dos itens de exportação, os mais importantes são máquinas e pneus agrícolas.
Durante a visita da comitiva húngara no País, foram realizados cerca de 30 encontros com o governo brasileiro. Dois ministros e cinco secretários de Estado acompanharam o presidente Árpad G€ncz em suas consultas a governantes e empresários brasileiros.
Um dos países com economia mais aberta do mundo, a Hungria já privatizou cerca de 70% de suas atividades. ‘‘Em 90, quando deixamos o comunismo e passamos para a economia de mercado, a renda per capita era de US$ 3 mil por ano. Hoje, ela já chega a US$ 4,2 mil’’, disse Toth.

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