Humanizar trânsito é a saída
Priorizar o transporte coletivo, incentivar a criação de ciclovias na cidade e continuar a melhorar o calçamento para pedestres são algumas das saídas para enfrentar a violência no trânsito. Estas são algumas das soluções apontadas pela engenheira, Cristiane Biazzono Dutra, gerente de Trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). Ela destacou que o nível de motorização no município é 50% maior do que a média paranaense. Em relação ao País, há duas vezes mais veículos do que a média nacional. A cidade possui, atualmente, 246 mil veículos. Este incremento de veículo, segundo a especialista, se deve ao crescimento econômico do País verificado nos últimos anos.
Segundo ela, o Ippul possui cerca de 60 projetos esperando investimentos federais e estaduais para melhorar a condição viária do município. O instituto existe há 15 anos e é o órgão responsável pela prefeitura na elaboração de projetos na área de trânsito. Ela lembrou, por exemplo, que um projeto de 65 quilômetros para ciclovias aguarda recursos para sua implementação. Outro plano do Ippul, é a criação de faixas exclusivas para o transporte coletivo, em vias públicas que atravessem o município nos sentidos Norte, Sul, Leste e Oeste.
A engenheira pondera que o Plano Diretor, que está sendo debatido com lideranças e pessoas da comunidade, está refletindo estas e outras questões ligadas ao trânsito. ''Com o Plano Diretor aprovado, temos condições de buscar recursos para implementar tais projetos'', ressaltou, ao explicar que o governo federal não enviará recursos para municípios que não tenham a Lei Geral do Plano Diretor aprovada.
Ela ressalvou que fiscalizações são sistematicamente feitas pela Polícia Militar em conjunto com o município. Além deste aspecto, a engenheira lembrou que serviços de semaforização, sinalização, alteração de sentido de via, mudança de geometria (construção de novas vias, retornos, rotatórias etc.) são executados diariamente pelo município. Cristiane, entretanto, não deixou de alfinetar a imprudência dos motoristas. ''Noventa por cento dos acidentes são culpa exclusiva dos motoristas. O restante tem haver com vias e sinalização de trânsito'', concluiu, ao explicar que há farta literatura sobre o assunto comprovando esta situação. (E.P.F)





