O presidente da Copel, Ingo Hubert, está no exterior para tentar atrair instituições interessadas à compra da Copel. A licença oficial vai até o próximo dia 8, conforme disse ontem à Folha o secretário de governo, José Cid Campêlo Filho. Durante esse período, Hubert vai percorrer Estados Unidos e países da Europa para fazer uma apresentação detalhada do balanço financeiro da Copel.
Não há confirmação oficial, mas especula-se que Ingo Hubert estaria em viagem programando uma emissão de títulos no exterior para cobrir dívidas da Copel. Segundo a assessoria da estatal, o perfil da dívida da companhia está equacionado e o montante não é considerado elevado. Conforme balanço apresentado em 31 de dezembro de 2000, a dívida da Copel somava R$ 1,4 bilhão, sendo o equivalente a R$ 833 milhões em moeda estrangeira e o restante em moeda nacional. Essa dívida não é considerada fora de controle diante de um patrimônio da ordem de R$ 4,9 bilhões, argumenta um assessor.
AçõesA crise de energia terá impacto direto no preço das ações, o que já faz analistas alterarem projeções para as principais companhias listadas em bolsa. Uma das empresas com menor exposição ao problema seria a Copel, na avaliação da maioria dos analistas. Os pontos positivos da empresa são sua capacidade de produção de 82% do total comercializado, a perspectiva de privatização e a localização na região Sul, com energia abundante. Segundo Júlio Ziegelmann, diretor de renda variável da BAM (BankBoston Asset Management), essas vantagens deverão favorecer as ações da companhia daqui para frente. (Com AE)

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