Huawei inaugura centro de inovação no Brasil
A chinesa Huawei inaugurou na última quinta-feira, em São Paulo, o seu primeiro Centro de Inovação e Integração de Soluções para o Consumidor (CSIC - Customer Solution Inovation and Integration Center) na América Latina. Atualmente, existem 22 centros destes em 20 países do mundo.
Neste local, a companhia de soluções em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) mostra em tempo real, e usando a nuvem, tecnologias que estão sendo criadas e empregadas no mundo todo. O objetivo é acelerar a adoção de novas tecnologias no País pelas operadoras.
O centro possui cinco ambientes temáticos: Digital Home, Empresas e Indústria, Consumidor, Rede, Colaboração e Big Data. O local permite que as operadoras experimentem e testem suas ideias com o auxílio de especialistas da Huawei.
"A gente muda o conceito onde a experiência passa a ser o ponto de partida. Temos que inovar a maneira como testamos serviços", afirma o consultor sênior da Huawei, Sérgio Battaglia. Entre as soluções apresentadas durante a inauguração, está um aplicativo móvel que unifica diversos serviços de TV, como a TV linear, a TV sob demanda, filmes e personalização de programação.
Na programação linear, usando o aplicativo, o usuário pode visualizar duas a quatro telas com programações diferentes já com foco nos Jogos Olímpicos - bem como avançar ou retroceder na programação. Em três anos de uso, a operadora que adotou o app (asiática) conseguiu 52% de crescimento no número de usuários de 4G, afirma a Huawei.
No mesmo dia, a Huawei anunciou a criação de um centro de inovação para as smart cities na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a fim de desenvolver pesquisas relacionadas ao assunto. O centro será inaugurado no primeiro semestre de 2016.
Dentre as pesquisas que devem ser alocadas no centro, está um sistema operacional para as cidades, nos mesmos moldes de softwares como Windows, iOS ou Android, que facilita a implantação de softwares nos municípios sem gerar conflitos de interoperabilidade. "Posso desenvolver aplicações sem ter que alterar o resto da cadeia", explica Fabiano Hessel, coordenador do projeto. Desta forma, as cidades que utilizarem o mesmo sistema operacional também poderão se comunicar.
Atualmente, o projeto trabalha com três provas de conceito nas áreas de educação, governo eletrônico e iluminação inteligente. Neste último, postes e luminárias podem ser georreferenciadas para que seja possível identificar quais estão com a lâmpada queimada ou prever o momento em que devem sofrer manutenções.





