Curitiba - Até 2010, o HSBC deverá ter em seu quadro de pessoal, pelo menos, 1,3 mil funcionários portadores de deficiência para atender a lei nº 8213/91, que define cotas de contratação de deficientes em empresas com mais de 100 empregados. O banco já vem trabalhando na capacitação de pessoas desde agosto de 2006 e, ontem, oficializou o termo de compromisso com o Ministério Público do Trabalho, no Paraná, para cumprir a legislação.
Para o procurador regional do trabalho, Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, a iniciativa do HSBC é exemplar, pois além de oferecer a qualificação, o banco tem investido na adaptação de suas agências para facilitar o acesso; em programas de computador para cegos e na formação em Libras (linguagem de sinais), entre outras medidas.
Segundo informações do Ministério Público do Trabalho, o HSBC se comprometeu a investir R$ 6 milhões no programa de inclusão, nos próximos três anos. Os recursos serão destinados à capacitação, material didático, remuneração de treinadores, adequação de acessibilidade arquitetônica de suas unidades, aquisição e adequação de mobiliários e equipamentos necessários às atividades das pessoas com deficiência.
A assessoria de imprensa do HSBC informou que, atualmente, 485 pessoas estão inseridas no curso de capacitação com duração de oito meses. Até 2010, outros 900 deficientes deverão ser treinados. Eles recebem remuneração correspondente ao valor-hora do piso salarial dos bancários e têm, ainda, os benefícios de plano de saúde, vale-transporte, auxílio-creche/babá, auxílio alimentação e auxílio-refeição (os dois últimos proporcionais à jornada de quatro horas).
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa do HSBC, a iniciativa está entre as políticas de responsabilidade social do banco, que constitui um ''Comitê de Diversidade'', com o objetivo de estudar e implementar outras ações de inclusão. Um exemplo é a parceria com a Universidade de Palmares, de São Paulo, que encaminhou 40 estudantes afro-descendentes para estágio remunerado.
O Ministério Público do Trabalho tem em andamento, em Curitiba, 105 procedimentos de fiscalização de empresas para verificar o cumprimento da cota de empregados deficientes. Em Londrina, são outros 28.

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