Kraw Penas O HSBC Bamerindus vai buscar novos clientes nas classes C e D, aqueles que ganham até R$ 600,00 por mês. ‘‘São consumidores emergentes que vão crescer junto conosco’’, diz o diretor de marketing do banco, Tom Camargo (foto). Ele foi o convidado principal no café da manhã oferecido ontem, em Curitiba, pela diretoria regional da Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil (ADVB-PR).
Segundo Camargo, a estratégia para atrair os consumidores emergentes ainda está em desenvolvimento. ‘‘O único jeito de trazer o cliente das classes C e D é ‘comprando’ um através do marketing’’, acredita ele. ‘‘Essas camadas da população tiveram um aumento da auto-estima com o Plano Real e querem ser tratadas com dignidade na propaganda’’.
Jornalista e publicitário, o diretor de marketing do HSBC Bamerindus aproveitou a palestra para mostrar a necessidade de ‘‘educar’’ os consumidores emergentes. ‘‘As pesquisas revelam que a cada ciclo escolar concluído a renda individual cresce 44%’’, afirma Camargo, que considera a informação importante em um País onde supostamente há 16 milhões de analfabetos.
‘‘Também temos estudos mostrando que os caixas automáticos são 50 vezes mais utilizados no exterior devido à falta de informação dos clientes brasileiros para manuseá-los’’, conta o diretor de marketing do HSBC Bamerindus. ‘‘E 13 milhões de pessoas deixaram a linha de pobreza com a estabilidade da economia’’, completa Camargo.
Para atrair toda essa clientela potencial, o diretor de marketing do banco que tem a segunda maior rede privada do País anuncia que o trabalho vai se concentrar na busca da qualidade dos serviços. ‘‘Qualquer banco tem de procurar a diferença por aí. E nós vamos fazer um esforço nesse sentido’’. Camargo revela que o banco vai atuar em diversos setores e não mais apoiar um ramo de atividade econômica. ‘‘Todos os ramos de negócios são interessantes para nós, acabou essa história de banco apenas voltado à agropecuária ou indústria’’.

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