HSBC, Telepar e Inepar são as líderes
Carmem Murara
De Curitiba
A divulgação das 100 maiores empresas do Paraná e de toda a região Sul mostrou ontem que o banco HSBC Bamerindus continua como o maior grupo privado em patrimônio líquido, receita bruta e lucro, pelo segundo ano consecutivo. O banco tem um valor de grande de R$ 1,5 bilhão contra R$ 1,1 bilhão de 1997. As empresas que se seguem no ranking são a Telepar e a Inepar, sendo que esta passou do quinto para terceiro lugar no prazo de 12 meses. A pesquisa feita pela empresa de consultoria Arthur Andersen a pedido da revista gaúcha Amanhã destaca ainda as empresas de telefonia, que sem exceção estão incluídas na lista.
A relação das 100 maiores empresas foi apresentada pela diretoria da revista e por consultores da Arthur Andersen a empresários e jornalistas na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). O gerente de auditoria da Arthur Andersen, Rogério Rocha, destacou o crescimento dos números das companhias e o surgimento de novos grupos no ranking. Percebemos que no Paraná e, em todo o Sul, houve a chegada de novos investimentos, disse.
A Renault do Brasil, por exemplo, passou de 15º lugar, em 1997, para a 13ª posição no ano passado. A montadora francesa foi a primeira a se instalar na Região Metropolitana de Curitiba e iniciou a produção no início deste ano.
No caso das companhias de telefones fixo e móvel, a participação na pesquisa demonstra que o setor é um dos que mais crescem no País. A Telepar está em segundo lugar geral e a Tele Celular Sul Participações (Tim Telepar Celular) está em quinto lugar. Na 16ª colocação está o grupo Sercomtel que responde pelas telefonias fixa e móvel da região de Londrina. A Global Telecom - concorrente da Tim Telepar Celular e da Sercomtel - está na 18ª posição. Temos que entender que o dinheiro está mudando de mãos. Esta é a nova tendência do mercado globalizado, avaliou o presidente da Fiep, José Carlos Gomes Carvalho.
A posição das cooperativas agropecuárias no ranking das 100 maiores caiu no ano passado. A Coamo, maior cooperativa do País, que ocupava a terceira colocação no ranking em 1987, passou para oitavo lugar, em 1988. A Coopervale, caiu do 18º lugar para o 21º lugar. A Coopavel, caiu do 22º para 25º lugar. A queda de posição ocorreu mais em função do ingresso de grandes empresas nas primeiras posições do que a queda de faturamento das cooperativas, disse o consultor Rogério Rocha. (Colaborou Vânia Casado)





