Curitiba - O Relatório Reservado, uma publicação voltada exclusivamente a assinantes, que aborda os bastidores da política econômica do País, divulgou em uma de suas últimas edições, um estudo sobre como ficará o cenário bancário no Brasil, caso se confirme a venda do banco inglês HSBC.
Os economistas responsáveis pela publicação afirmam que com a venda do BBV ao Bradesco, ''o HSBC passou a ser uma presa inevitável no Brasil''. Segundo a publicação, o banco inglês tem um ritmo muito lento de crescimento, embora sua rentabilidade tenha dado um salto de 4% em 2001 para 18% em 2002. Os economistas observam, no entanto, que esse crescimento não significa necessariamente vigor. Segundo eles, a base de cálculo que vinha sendo utilizada anteriormente era muito baixa. Além disso, ''o lucro do HSBC no Brasil é pouco condizente com o tamanho da instituição no exterior'', ponderam os analistas.
Entre os demais bancos estrangeiros no Brasil capazes de fazer diferença na balança, o ABN Amro tem o dobro de ativos que o HSBC (R$ 44 bilhões) e, por isso, o seu custo de aquisição seria muito elevado. O Santander e o Banespa, segundo o Relatório Reservado, se tornaram máquinas de rentabilidade e, por isso, não seriam alvo de negociações nesse momento.
O Banco Itaú e o Unibanco seriam, segundo o relatório, candidatos à compra do HSBC. Se o Itaú fizesse a aquisição, chegaria próximo a R$ 150 bilhões em ativos. Com a compra do BBV, o Bradesco vai bater nos R$ 156 bilhões. Mas o Itaú ainda ficaria atrás em agências. Seriam 3,3 mil contra 3,5 mil unidades, e em total de depósitos: R$ 43 bilhões ante os R$ 62 bilhões da dupla Bradesco/BBV.
Já se o banco inglês for comprado pelo Unibanco, a dupla passaria a ter R$ 35 bilhões em depósitos frente aos R$ 37 bilhões do Itaú. Em agências, seriam 1,8 mil unidades, contra 2,2 mil.
O HSBC entrou no mercado brasileiro em 1997, quando comprou o Banco Bamerindus, que sofreu intervenção do Banco Central. Sobre as especulações em torno de uma possível venda, a assessoria de imprensa do banco inglês, em Curitiba, disse que as informações não procedem e que não há nenhum plano de venda do banco no Brasil.

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