O Sindicato dos Bancários de Curitiba teve ontem o primeiro contato com o novo diretor de Recursos Humanos do HSBC Bamerindus, Maurice Morgan. ‘‘Ele não garantiu que não haverá demissões’’, disse o presidente do sindicato, Pedro Eugênio Leite. ‘‘Ele apenas garantiu que não haverá demissão em massa e que não acontecerá neste primeiro momento.’’ A estabilidade dos funcionários é uma das preocupações que dominaram as reuniões de ontem entre ex-executivos do Bamerindus, os novos controladores e o interventor, Luiz Carlos Alvarez.
Um dos diretores que participaram das reuniões pela manhã revelou que o presidente do HSBC Bamerindus, Michael Geoghegan, está preocupado com a imagem do banco perante a opinião pública e os riscos que pode trazer, com fechamento de contas, saques em excesso e até queda das ações na Bolsa de Valores. Segundo o diretor, o novo banco pretende evitar demissão em massa e pensa em reabrir algumas agências, para se transformar mais em banco de negócios do que de produtos.
Leite disse que, na reunião, Morgan expôs que haverá uma reestruturação do banco, com mudança do perfil, passando a trabalhar diretamente com pequenas e médias indústrias. ‘‘Haverá mudanças no banco, mas ele disse que não fecharão agências’’, afirmou o presidente do sindicato. Leite acentuou que o Bamerindus já fez um grande corte de funcionários nos últimos anos e que o HSBC chega ao Brasil com uma ‘‘responsabilidade social muito grande’’.
‘‘Ele fez um negócio da China, pois entrou no nono maior mercado do mundo, comprando o quarto maior banco privado do País, por apenas US$ 1 bilhão, enquanto o governo brasileiro colocou, de recursos públicos, US$ 5,7 bilhões’’, disse. ‘‘Isso geraria milhares de novos empregos, por isso o banco tem, no mínimo, a responsabilidade de manter o nível de empregos dentro do Bamerindus.’’ Leite afirmou que isso tem que ser cobrado do HSBC Bamerindus não só pelo movimento sindical mas também pelos parlamentares.

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