HSBC demitirá 700 funcionários
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sexta-feira, 21 de novembro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Albari RosaJustificativaTom Camargo, do HSBC: cortes são necessários para enxugar a estrutura do bancoO diretor de Comunicação e Marketing do HSBC-Bamerindus, Tom Camargo, confirmou ontem a demissão de 700 funcionários até a metade de dezembro. A maior parte dos cortes se dará em Curitiba, São Paulo e Rio, onde estão instalados escritórios centrais. O total de demissões que o banco comunicou ao Sindicato dos Bancários de Curitiba chega a 150 no máximo. A diferença nos números gerou protestos por parte do sindicato, que ameaça iniciar uma onda de manifestações em frente às agências.
O presidente do sindicato, Pedro Eugênio Leite, disse que o acordo para demitir os funcionários tinha sido feito há menos de dois meses. O compromisso era demitir os 150 bancários até o final deste mês. A Diretoria de Recursos Humanos do banco informou ontem que os cortes já chegaram a 144 e que não passariam disto, disse surpreso. Em Curitiba, a demissão atingiu 63 bancários, segundo o sindicato.
A Folha não conseguiu falar com o diretor de RH, Maurice Mourtom, para confirmar os números. A assessoria de imprensa do HSBC disse que o diretor de Marketing é quem deveria confirmar os números. Tom Camargo manteve a informação de que serão 700 demitidos.
O diretor do banco disse ainda que os cortes são necessários para enxugar a estrutura do HSBC. O banco decidiu entrar em processo de reestruturação depois de nove meses de trabalho. O HSBC percebeu que algumas áreas da atividade tinham número excessivo de pessoas. Camargo disse que os demitidos não teriam condições de progredir na empresa e nem o banco teria razões para mantê-los, já que os serviços não eram necessários. O HSBC está com 25 mil funcionários.
Banestado Os funcionários do Banestado fizeram ontem à noite assembléia geral para definir se aceitariam ou não a proposta de reajuste feita pela diretoria do banco na última quarta-feira. A tendência dos bancários era aprovar a oferta, conforme adiantou o presidente do sindicato da categoria, Pedro Eugênio Leite. Ele disse que a proposta do Banestado era praticamente igual a que foi aceita nos demais bancos privados. O Banestado propôs um reajuste de 5% a partir de julho de 98 e dois abonos salariais - 40% do salário individual em janeiro e 20% em maio. O banco dá ainda um bloco a mais de vale-alimentação no próximo mês, o que garante um adicional de R$ 130,00 ao salário.


