São Pau­lo - O ban­co bri­tâ­ni­co ­HSBC – ­maior da Eu­ro­pa em ter­mos de ca­pi­ta­li­za­ção – anun­ciou on­tem um au­men­to de ca­pi­tal de 12,5 bi­lhões de li­bras (US$ 17,7 bi­lhões), a ­maior da his­tó­ria do Rei­no Uni­do, de­pois de re­gis­trar uma que­da de 70% do lu­cro lí­qui­do em 2008, pa­ra US$ 5,728 bi­lhões. O ban­co tem agên­cias no Bra­sil, mas não há in­for­ma­ções so­bre cor­te de pes­soal no ­país.
  O ­HSBC anun­ciou ain­da o fe­cha­men­to da maio­ria das agên­cias de cré­di­to ao con­su­mi­dor HFC e Be­ne­fi­cial nos Es­ta­dos Uni­dos, o que re­pre­sen­ta­rá a de­mis­são de 6.100 tra­ba­lha­do­res no ­país. Se­gun­do o diá­rio fi­nan­cei­ro bri­tâ­ni­co ‘‘Fi­nan­cial ­Times’’, o ban­co vai fe­char ain­da 800 agên­cias. Não ha­via in­for­ma­ções ain­da so­bre se as de­mis­sões che­ga­rão a ou­tros paí­ses.
  O gru­po tam­bém re­ve­lou uma re­du­ção de 28,9% dos di­vi­den­dos em dó­la­res pa­ra o ano de 2008, a 64 cen­ta­vos, o que re­pre­sen­ta uma que­da de 15% em li­bras es­ter­li­nas.
  O gi­gan­te ban­cá­rio bri­tâ­ni­co anun­ciou que os gas­tos por des­va­lo­ri­za­ção de cré­di­tos e cré­di­tos de ris­co che­ga­ram a 24,937 bi­lhões de dó­la­res em 2008, uma al­ta de US$ 7,695 bi­lhões em re­la­ção a 2007.
  O re­sul­ta­do do ­HSBC che­ga de­pois das di­vul­ga­ções pou­co ani­ma­do­ras do se­tor ban­cá­rio bri­tâ­ni­co na se­ma­na pas­sa­da. O gru­po ban­cá­rio bri­tâ­ni­co ­Lloyds apre­sen­tou na sex­ta-fei­ra um lu­cro de 819 mi­lhões de li­bras (US$ 1,162 bi­lhão) em 2008, uma que­da de 75% fren­te ao ano an­te­rior.
  Um dia an­tes o Ro­yal ­Bank of Sco­tland (RBS) apre­sen­tou um pre­juí­zo de 24,137 bi­lhões de li­bras (cer­ca de US$ 34,4 bi­lhões) re­fe­ren­te a 2008, o ­maior da his­tó­ria em­pre­sa­rial bri­tâ­ni­ca.
Em­pre­gos
  No úl­ti­mo dia 23, a Or­ga­ni­za­ção In­ter­na­cio­nal do Tra­ba­lho (OIT) in­for­mou que o se­tor fi­nan­cei­ro su­pri­miu pe­lo me­nos 325 mil pos­tos de tra­ba­lho no mun­do des­de agos­to de 2007, uma ten­dên­cia que de­ve se es­ta­bi­li­zar nos pró­xi­mos me­ses. ‘‘Ca­be es­pe­rar que as per­das de em­pre­gos au­men­tem ­mais ra­pi­da­men­te, a me­di­da que a eco­no­mia mun­dial se apro­fun­de na re­ces­são e que as ins­ti­tui­ções fi­nan­cei­ras so­fram, ca­da vez ­mais, im­por­tan­tes des­va­lo­ri­za­ções de ­ativos’’, dis­se a di­re­to­ria da OIT, Eli­za­beth Ti­no­co, em um co­mu­ni­ca­do di­vul­ga­do à épo­ca.
  As de­mis­sões de qua­se 130 mil pes­soas, ou se­ja, 40% do to­tal no se­tor fi­nan­cei­ro, fo­ram anun­cia­das nos úl­ti­mos cin­co me­ses, se­gun­do um re­la­tó­rio da or­ga­ni­za­ção a res­pei­to do im­pac­to da cri­se fi­nan­cei­ra nos tra­ba­lha­do­res do se­tor. A OIT, com se­de em Ge­ne­bra, re­cor­da os prin­ci­pais cor­tes de pos­tos de tra­ba­lho no mun­do das fi­nan­ças: 45 mil no ­Bank of Ame­ri­ca e 75 mil no tam­bém ame­ri­ca­no Ci­ti­group.

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