São Paulo - A presidente mundial da Hewlett Packard, Carly Fiorina, reiterou ontem os planos da empresa de dobrar o tamanho no Brasil em três anos. Ela afirmou que tem confiança no mercado e mantém a convicção de que as mudanças propostas pela empresa ao governo serão realizadas. A HP apresentou segunda-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o modelo de Plataforma de Exportação de Serviços Vinculados à Tecnologia da Informação (PES).
Com um discreto puxão de orelha ao governo, a presidente mundial da HP fechou ontem sua agenda de aparições públicas no País. Carly Fiorina participou de almoço-debate promovido pela Grupo de Líderes Empresariais, formado por 422 empresários e que concentra 35% do PIB brasileiro, em São Paulo. Durante o encontro, a executiva disse que o ''ambiente (no país) tem de mudar'' e afirmou que ''há necessidade de transparência, regras claras e responsabilidade'' para investir.
Questionada pelos empresários sobre como foi o contato com o governo brasileiro, ela disse: ''Apresentamos propostas muito claras (a respeito dos projetos da HP no Brasil) e de como o ambiente aqui tem de mudar'', afirmou. Na avaliação dela, para um país se tornar competitivo há determinadas ações que precisam ser tomadas e, entre elas, está a reforma tributária. ''Há etapas demais da produção com tributação excessiva por aqui. Além disso, nós temos de enfrentar no Brasil um mercado negro (de equipamentos de informática) que precisa ser olhado.''
Carly Fiorina afirmou que este é um momento importante para o Brasil escolher se quer participar da nova era digital. Para isso, o Brasil precisa se adequar criando um ambiente favorável às empresas. ''O Brasil precisa investir em educação e em motivação de seus recursos humanos, que são tão importantes quanto os recursos naturais.

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