O diretor de assuntos corporativos da HP do Brasil, Gilberto Galan, afirmou ontem que ainda não é possível saber quais os impactos que o anúncio da demissão de 3 mil funcionários, feito ontem pela matriz da Hewlett-Packard, terá nas operações da filial brasileira. ‘‘As regiões que serão atingidas deverão ser definidas somente daqui a uns dois meses’’, avalia. Segundo ele, o número divulgado é o de cargos a serem eliminados e não necessariamente de pessoal. ‘‘Parte do quadro deve ser remanejado’’, disse Galan.
Ele disse que tanto o Brasil quanto a América Latina são regiões ‘‘muito bem vistas pela corporação’’, pois são as que mais crescem no grupo. ‘‘Isso nos dá uma certa tranquilidade’’, observou. De acordo com o diretor, a HP Brasil cresceu 30% no ano passado, tendo registrado um faturamento de R$ 1,7 bilhão, contra R$ 1,4 bilhão em 1999. Além disso, diz ele, a companhia ‘‘tem um programa agressivo de investimentos para este ano para o País, de US$ 100 milhões’’.
No anúncio feito ontem, a Hewlett-Packard alegou que as demissões acontecerão por causa da ‘‘rápida deterioração nos gastos mundiais com tecnologia de informação’’.

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