Houve crescimento do nível de emprego em novembro no PR
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Pela primeira vez desde 1990 o Paraná apresentou crescimento no nível de emprego no mês de novembro em relação a outubro. Foram geradas, em novembro, 4.212 vagas, um aumento de 0,26%. E, diferente do que ocorreu ao longo do ano, desta vez a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) foi a grande responsável pela abertura das novas vagas, contabilizando 93,16% do total. Já no acumulado de janeiro a novembro, dos 93.550 novos postos de trabalho criados no Estado, 82,05% estão no interior. Esse número é 6,21% maior do que o registrado no mesmo período de 2002. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese-PR).
A estimativa do Dieese é que o Paraná feche o ano com uma média de 70 mil novos empregos, já que dezembro é um mês tradicionalmente fraco na geração de empregos. Contudo, o economista do Dieese, Cid Cordeiro, ressalta que o resultado é bom, mas ao analisar o panorama da economia como um todo, percebe-se que o ano de 2003 foi marcado pelo desemprego. Esse montante de 70 mil postos de trabalho, segundo ele, não é suficiente para absorver os desempregados e os jovens que estrearam no mercado de trabalho este ano. ''A queda na renda do trabalhador também foi marcante em 2003'', constata o economista. Para manter a taxa desemprego equilibrada no Estado, Cordeiro calcula que seria necessário a abertura de pelo menos mais 50 mil postos de trabalho.
Entre os setores que mais abriram novas vagas em novembro estão o comércio varejista, com um aumento de 1,75% no número de vagas (5.243 novos postos de trabalho), seguido por serviços gerais, com aumento de 0,79% (1.034 novas vagas) e o setor de madeira e mobiliário, com alta de 0,69% (540 novas vagas). No acumulado dos primeiros 11 meses do ano, o comércio varejista também foi o segmento que mais gerou empregos, com aumento de 7,4% no número de vagas (20.789 novos postos de trabalho), seguido por agricultura e silvicultura, com alta de 18,61% (15.798 novas vagas) e por produtos alimentícios e bebidas, com alta de 9,38% (9.572 novas vagas).


