Hospitais e laboratórios investem em diferenciais
Um dos precursores em Londrina desta tendência de mercado no setor da saúde foi o Hospital do Coração. Inaugurado há cinco anos, o hospital veio para suprir a falta de leitos para procedimentos de alta complexidade entre os usuários da saúde suplementar (que têm convênios ou pagam particular). No entanto, antes de definir os investimentos foi feito um estudo de mercado, que apontou para a viabilidade do negócio. O empreendimento deu tão certo que hoje há fila de espera no hospital para cirurgias eletivas.
Além de cirurgias cardíacas, o hospital também atende cirurgias toráxicas, vasculares, gerais, neurológicas e alguns casos de oncologia. O diferencial, segundo a diretora-geral Cristina Sahão, é a estrutura montada que oferece UTI com plantonistas especializados durante 24 horas e equipamentos de alta tecnologia. Outro fator que aponta para o sucesso do negócio é que o hospital já passa pela primeira ampliação, que deve dobrar o número de leitos ofertados, aumentando de 40 para 80.
As obras devem estar concluídas até o final do próximo ano e foram investidos cerca de R$ 5 milhões com recursos próprios. Outro hospital com foco neste mercado que chega a Londrina é o Araucária, que vai atuar apenas no segmento de média complexidade também somente para pacientes da saúde suplementar. Fizemos um estudo de viabilidade econômica que apontou que a hotelaria dos hospitais estava sucateada e também para a falta de equipamentos com tecnologia avançada, observa Laerte Storti, um dos empreendedores.
A escolha do local, na Gleba Palhano (Zona Sul), foi uma casualidade, segundo Storti. Este é um projeto que demorou nove anos para amadurecer, já tínhamos o terreno, comenta. A administração também foi montada como nos negócios tradicionais. Serão duas empresas: uma que irá administrar o prédio, sua estrutura e irá locar para a outra empresa, que é o hospital. Serviços como laboratórios, exames, lavanderia e cafeteria foram terceirizados. Os investimentos somam cerca de R$ 100 milhões, entre recursos próprios e financiamentos. Esperamos o retorno deste dinheiro investido em sete anos, diz. Serão gerados 95 empregos diretos.
On-line
Esta tendência de mercado também está sendo aplicada pelos laboratórios de análises clínicas e de diagnósticos de imagens. Atualmente, os laboratórios também trabalham com equipamentos de alta tecnologia. Esta automação dispensa o contato dos funcionários com o material colhido, praticamente eliminando as chances de contaminação. Além disso, os pacientes também ganham mais conforto com a possibilidade de acessar o resultado de seus exames on-line, colher material em casa ou no trabalho ou poder comparecer ao laboratório aos domingos e feriados para um exame.
Estamos investindo em serviços. Hoje é comum oferecer qualidade no diagnóstico, então, também optamos por investir em serviços com algum diferencial e no bom atendimento, afirma Marco Antônio Romero Aliberti, diretor da Labimagem. Outra vantagem é que o laboratório está sendo descentralizado. Já foi disponibilizado um centro de coleta na região central e até o final do ano será inaugurado outros dois locais na Zona Sul. (F.M.)





