Curitiba - Pegando carona no promissor segmento pet brasileiro, diversos empresários estão apostando em um nicho lucrativo: hotéis e pousadas para animais (cães, gatos, pássaros, etc.). Especialmente na época de final de ano e férias, as famílias programam viajens e, por muitas vezes, não têm onde deixar seus animais de estimação. Vendo nesta procura uma oportunidade de negócio, alguns empresários investiram em estrutura e na variedade de serviços.
Um exemplo deste filão no mercado pet é o Roa Canan - Pet Hotel Curitiba, que fica na Chácara Roa Canan, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O local que está em funcionamento há mais de três anos, esteve lotado durante o Natal e especialmente no final de semana do Ano Novo. Pelo período de três dias (30, 31 e 1º), um proprietário de cachorro de pequeno porte desembolsou R$ 69,00 para deixar seu pet no local. Já os donos de cães de grande porte arcaram com R$ 81,00. Portanto somente no final do ano, o hotel com lotação máxima (55 cães - sendo 43 de pequeno e médio porte e 12 de grande porte) conseguiu arrecadar R$ 3.939,00.
Na chácara, os animais têm tratamento diferenciado. Além de grande espaço aberto, o canil onde eles ficam do final de tarde até a manhã seguinte tem um sistema de isolamento térmico e acústico. Cada bicho tem a sua ''casinha'' dentro da estrutura. ''Nesta época de festas é essencial para que os cães não fiquem malucos por causa dos fogos de artifício. É complicado cuidar de todos quando eles ficam inquietos por causa disso. Então é um diferencial do hotel, demonstramos todo o cuidado para os donos. O que nos importa é o bem-estar do animal e fazermos de tudo para que a falta dos proprietários seja a mínima possível'', explica Raíza Schissel, gerente do hotel e estudante de veterinária.
Para este ano a diária no local terá um aumento. Ela passa de R$ 23,00 para R$ 25,00 no caso dos animais de pequeno e médio porte, e de R$ 27,00 para R$ 30,00 para cachorros de grande porte. Além de toda a estrutura, a gerente destaca que pelo site da instituição (www.roacanan.com.br), o proprietário do pet informa o nome e telefone do veterinário, se necessita de uma ração específica, se faz uso de medicamento diferenciado, etc. Outro ponto importante é a carteira atualizada de vacinação do animal. ''É essencial para que possamos tomar qualquer providência e fazer um acompanhamento do animal. Por mais que ele já tenha vindo uma, duas vezes, é diferente do local onde ele mora, então tem toda uma adaptação que é feita'', conta Raíza.
Segundo o hotel, 90% dos ''hóspedes'' vivem em apartamentos da capital. Outros clientes moram nas cidades da Grande Curitiba e há, inclusive, alguns donos que são de São Paulo e, como vão viajar para Santa Catarina, deixam os animais no hotel por ficar no meio do caminho e ser mais cômodo. ''É bem comum. As pessoas nos encontram pelo site, e para a família aproveitar a viajem sem preocupação, deixam seus pets aqui no nosso hotel com a certeza de que o animal vai estar sendo bem cuidado'', conclui.
Negócio lucrativo
Estimativas do setor pet apontam para um faturamento consolidado de R$ 12,4 bilhões em 2011 com um crescimento real de 13%. Os dados são da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos para Animais em Estimação (Anfalpet). Em 2010 este mercado já tinha crescido 8,5% em relação a 2009, fechando o ano com lucro de R$ 11 bilhões. Para 2012, a previsão é manter o crescimento em torno dos 13%.
Entre as razões para a alta expressiva do setor, de acordo com a Anfalpet, estão a quantidade de pet shops espalhados pelo País - chegam a 30 mil; o crescimento econômico brasileiro; a evolução do padrão de consumo das famílias; a profissionalização e formalização da oferta, em especial os serviços e produtos e o aumento de clínicas veterinárias.

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