''Hortiqualidade'' quer produtor mais competitivo
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quinta-feira, 05 de outubro de 2000
Da Redação 
Até o final do próximo ano, a maioria dos produtores, comerciantes e industriais da cadeia produtiva de frutas no Estado do Paraná terá recebido treinamento sobre classificação, embalagem e rotulagem desses produtos. E até 2005, o sistema de comercialização de frutas estará totalmente normatizado e seus agentes, treinados, terão postura mais profissional e eficiente. O resultado será um setor mais competitivo e rentável.
Estas são algumas das metas do Programa Paranaense para Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Frutas - Hortiqualidade Paraná -, uma parceria entre Seab, Faep, Senar, Sebrae e Ocepar. O coordenador do Programa Luiz Antonio Fayet faz previsões otimistas. Ele acha que o setor tem tudo para crescer e reúne características que o colocam em vantagem comparativa em relação à agricultura de grãos. Fayet falou quarta-feira e ontem no Sindicato Rural de Londrina para técnicos e produtores envolvidos no Programa.
Treinamento e profissionalização são questão de vida ou morte, segundo Fayet, mostrando que, ao mesmo tempo em que o setor é altamente promissor, também é exigente em termos de mercado.
O programa quer arrumar a cadeia de comercialização de hortigranjeiros, que é desorganizado e apresenta perdas de até 1,3 do que se colhe, com prejuízos para todos, principalmente os produtores.
A fruticultura abrirá uma nova oportunidade de negócios para os agricultores que se dedicam a esta agricultura que, só no Paraná, somam quase 350 mil propriedades rurais. Apesar do baixo consumo de frutas legumes e verduras (FLV) o mercado brasileiro tem um potencial de R$ 19 milhões, o mesmo valor da produção de grãos (milho, soja, trigo e arroz).
Arrumando o mercado interno, estaremos preparados para ocupar pedaços do grande negócio que é o mercado internacional. Além disso, os produtos classificados e embalados tanto ganham espaço no mercado externo como podem elevar o consumo brasileiro, disse Fayet.
Depois de falar sobre os treinamentos do programa Hortiqualidade e destacar parceiros como os sindicatos e os técnicos do Senar e Emater, Fayet observa que o mercado internacional de frutas movimentou R$ 90 bi em 1999, quatro vezes e meia o valor da produção brasileira de grãos. Deste imenso mercado, o Brasil ocupa menos de meio por cento: R$ 0,27 bilhões (R$ 270 milhões).
Luiz Antonio Fayet foi presidente do Badep, diretor de crédito rural do Banco do Brasil, diretor do Banco do Brasil, presidente do Banestado e deputado federal.


