Hortigranjeiros serão padronizados
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segunda-feira, 15 de junho de 1998
Vânia Casado 
Os produtores de hortaliças e frutas da região metropolitana de Curitiba conheceram, ontem, o projeto de padronização e classificação das embalagens de hortigranjeiros, que será adotado através de programa da Secretaria da Agricultura no mês que vem. A apresentação foi feita pelos dirigentes da Ceasa e pelo diretor geral da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Luiz Carlos Hactchbach, no encontro que contou com a participação dos prefeitos da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba.
A RMC foi escolhida porque ela participa com 70% da produção estadual de hortaliças e frutas, avaliada em 2 milhões de toneladas por ano e concentra o mesmo percentual dos 40.000 produtores de hortigranjeiros do Paraná. Os produtores tiveram acesso a informações sobre o funcionamento da padronização e classificação das embalagens e como vai funcionar a fiscalização no uso das embalagens. As prefeituras serão envolvidas como parceiras, afirmou o técnico o técnico da Emater, Fukuo Morimoto, um dos responsáveis pela implantação do projeto.
Os produtores passarão por um treinamento em que aprenderão a classificar os produtos e adotar as embalagens de forma padronizada. O objetivo do programa é reduzir as perdas dos produtos e evitar o aumento das importações de hortigranjeiros.
Segundo Morimoto, o mercado de hortaliças e verduras movimenta em torno de R$ 1 bilhão por ano no Estado, sendo que desse total, 30% dos produtos que representam em torno de R$ 300 milhões são perdidos na lavoura. Para reverter essas perdas, o produtor deve investir para adotar a técnica de classificação e padronização das embalagens.
Morimoto ressaltou que se o produtor fizer um investimento de R$ 0,30 por embalagem, tomando por base as mais utilizadas no mercado, ele poderá conseguir uma agregação de 35% no valor do produto. Com maior renda e menor perda, o produtor vai se convencer que compensa o investimento.
As embalagens do tipo K (conhecida como querosene), do tipo M(mercado) e os engradados, que são as mais utilizadas nos principais centros de comercialização de hortigranjeiros continuarão a ser usadas, mas o tamanho será padronizado. Atualmente cada tipo de embalagem tem uma capacidade diferente, apontou o técnico.
Segundo Morimoto é importante o produtor investir na padronização das embalagens dos produtos, ainda na lavoura para não perder mercado para os importados. Para Morimoto, a adoção de técnicas modernas na comercialização de hortaliças e frutas já está atrasada. Se o produtor não se convencer dessa necessidade, vai perder mercado, avisa.


