Hortifrutis do PR serão rotulados e embalados
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sexta-feira, 11 de junho de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os produtos hortigranjeiros destinados ao mercado varejista no Paraná deverão ser rotulados e embalados dentro da propriedade rural. A previsão é que a partir de 1º março de 2005 todos os produtos comercializados no Estado deverão se adequar a essas condições. A campanha de conscientização dos produtores foi lançada ontem, em Curitiba, pelo governador Roberto Requião (PMDB) e vice-governador e secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Orlando Pessuti (PMDB).
As Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa) vão coordenar a campanha que terá várias etapas. A primeira delas, vigora até o dia 30 de agosto e vai corresponder ao período de conscientização de produtores, atacadistas, comerciantes e consumidores. A partir do dia 11 de agosto, nove produtos comercializados na Ceasa deverão estar devidamente rotulados e embalados para venda. Os rótulos devem constar a identidade do produtor e a localização da produção. Nessa primeira lista foram incluídos produtos como alho, batata, cebola, tomate, abacaxi, kiwi, maçã, uvas rústica e de mesa.
A partir de 1º de novembro deste ano, mais 11 produtos serão incorporados ao sistema. Em seguida, a partir de 1º de janeiro de 2005, serão 18 os produtos que deverão ser rotulados e embalados. A partir de 1º de março de 2005, todos os produtos comercializados no Paraná deverão estar enquadrados ao novo sistema, que é uma exigência de legislação federal, disse o diretor técnico da Ceasa do Paraná, Manoel Lopes de Andrade Junior.
No Paraná, um acordo entre entidades que representam o governo do Estado e representantes de produtores, atacadistas, comerciantes e consumidores fixou um padrão para as embalagens, que deverão ter três medidas. As três terão 60 centímetros por 40 centímetros. O diferencial será a altura, fixada em 12, 24 e 38 centímetros. O material poderá ser de plástico, madeira, papelão ou metálico. A exigência, porém, é que somente as embalagens de plástico que podem ser lavadas é que poderão ser reaproveitadas. As demais deverão ser obrigatoriamente descartadas.
De acordo com Andrade Júnior, a Ceasa vai restringir ao máximo a entrada de produtos que não estiverem adequados a essas características. Andrade acredita que os consumidores vão perceber as vantagens da rotulagem e embalagem, como qualidade e peso correto, e naturalmente vão priorizar o consumo de produtos nessas condições.
O produtor Hamilton Possebom, presidente da Associação de Produtores da Ceasa de Curitiba, concorda que a embalagem dos produtos vai reduzir as perdas que acontecem nas várias fases de intermediação. Mas ele manifestou preocupação com os custos que os produtores terão que arcar nessa primeira fase. Segundo ele, os produtores de hortigranjeiros da Região Metropolitana de Curitiba estão descapitalizados por causa dos baixos preços dos produtos no mercado.
Possebom disse que cada caixa de 20 quilos custa em média R$ 2 e não há como não repasssar esse custo para frente. Ele calcula que no varejo o consumidor deve pagar entre 10% a 15% mais caro pelo produto embalado.


