Hortifrúti sobe até 100% em Londrina
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Mariana Fabre <br> Reportagem Local 
Em Londrina, as geadas dos últimos dias provocaram reação imediata no valor de algumas verduras e legumes nos supermercados. Na Central de Abastecimento (Ceasa) de Londrina, não há falta de mercadoria, mas o clima afetou a qualidade dos produtos.
De acordo com o presidente da Associação dos Atacadistas do Ceasa de Londrina (Arucel), Clóvis Tsuzaki, o chuchu, pepino e quiabo apresentaram reação mais direta às geadas. O preço da caixa com 22 quilos de quiabo duplicou, passando de R$ 30 para R$ 60. Ou seja, um aumento imediato de 100%. A caixa de chuchu teve aumento de 50% e passou de R$ 20 para R$ 30. O pepino também subiu 50%: de R$ 30 para R$ 45.
Segundo Tsuzaki, folhosas como brócolis e alface e o tomate ainda não sofreram reação. No entanto, se as condições climáticas permanecerem, a tendência é de que a situação se agrave e atinja outros alimentos. ''Há previsão de chuva e frio para os próximos dias, o que deve afetar os preços de outras culturas porque a qualidade diminui e o agricultor precisa descartar produtos'', adiantou.
Tsuzaki afirmou que o Ceasa consegue atender a demanda com a produção da região e, dificilmente, precisa recorrer à produtores do interior de São Paulo para suprir o consumo local, o que encareceria as mercadorias.
Alternativas
Diante dessa situação, a população busca alternativas para evitar os preços elevados na hora de preparar a salada para a refeição. Tsuzaki explicou que, em geral, alimentos como cará, cenoura, nabo, inhame e beterraba resistem mais ao frio por estarem debaixo da terra. Consequentemente, eles não costumam ter seus preços alterados em função das intempéries.
O professor de economia, Flávio Oliveira dos Santos, apontou que os consumidores devem fazer pesquisa de preço e substituição de produtos. ''É preciso optar por produtos da estação que não foram afetados pelo clima e, se possível, buscar promoções'', orientou.
Segundo Santos, é possível que nos próximos dois dias os mercados ainda trabalhem com o estoque de alimentos adquiridos antes da geada e, portanto, não ocorra aumento imediato de preços ao consumidor final. O professor lembrou também que, diante da intensidade da geada, podem restar poucas alternativas. ''As vezes é preciso deixar de consumir esses produtos por alguns dias para evitar a alta de preços'', explicou.


