Produtos hortifruti vindos de outras regiões do País para abastecer o mercado local elevam o preço de mercadorias para o consumidor final. Os custos de alguns itens como chuchu, abobrinha, couve-flor, pepino, maracujá e abacate subiram até 60% na Central de Abastecimento de Londrina (Ceasa) nesta semana. Já produtos como a melancia, a manga e a batata tiveram seus preços reduzidos também em 60% porque estão em plena safra ou a época da colheita está próxima.
Neste caso, a surpresa foi a baixa do preço da manga. Segundo o engenheiro agrônomo Iniberto Hammerschmidt, coordenador estadual de olericultura da Emater/PR, a colheita da fruta tem início em outubro. ''A tendência é que os preços baixem, mas baixar já no início de setembro é uma surpresa'', afirmou. No entanto, ele lembra que o preço da manga estava alto, atingindo R$ 3,50 o quilo no varejo. Hammerschmidt acrescenta que em novembro, a tendência é que os preços baixem ainda mais e fiquem entre R$ 0,80 e R$ 1, o quilo.
A melancia não é produzida em escala comercial no Paraná, mas em Estados de clima quente a fruta pode ser colhida durante o ano todo. A época de colheita ocorre em novembro, quando o preço deve chegar a R$ 0,30 o quilo. É o contrário do abacate e do maracujá, que no Paraná estão em período de entressafra. O mercado local está sendo abastecido por produtos vindos de São Paulo e do Nordeste, o que contribui para a alta dos custos.
O chuchu e a abobrinha serão colhidos somente entre o final de outubro e o início de novembro. E, ainda, os legumes produzidos na região foram atingidos pela estiagem que afeta a Região Norte do Estado. O preço da abobrinha subiu cerca de 60%, enquanto o aumento da cotação do chuchu foi de 20%. Já o repolho e a couve-flor cultivados em Tamarana (62 km ao sul de Londrina) foram atingidos pela chuva de granizo. A consequência é que os legumes perderam a qualidade. O preço, que seria de R$ 10 a caixa no atacado, caiu para R$ 3.

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