Horst Koehler assume comando do FMI
Do Financial Times
A longa batalha pela sucessão no Fundo Monetário Internacional (FMI) foi encerrada ontem, com a eleição do candidato europeu, Horst Koehler, como novo diretor-gerente. O conselho diretor do FMI, de 24 membros que representam os 182 países associados ao organismo , aprovou por unanimidade a indicação de Koehler.
Democrata cristão e presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, Koehler deve enfrentar um período difícil. Os EUA têm exigido que o FMI passe por reformas.
O alemão assumirá o FMI menos de um mês antes da assembléia conjunta com o Banco Mundial, em Washington, onde se espera uma repetição das manifestações realizadas em Seattle por ecologistas e sindicatos contra a globalização. Horst Koehler substituirá o francês Michel Camdessus, que deixou seu cargo dois anos antes do final do mandato, em 14 de fevereiro, por motivos pessoais, depois de ocupá-lo por 13 anos.
A eleição de Koehler demonstrou que, embora os EUA teoricamente não devessem influenciar na seleção do escolhido para um posto tradicionalmente reservado a europeus, o maior contribuinte do Fundo fez sentir o seu peso.
Washington, que contribui com 17% das cotas do FMI, se opôs frontalmente ao primeiro candidato apresentado pela Alemanha, Caio Koch-Weser, alegando que faltava a ele a estatura política necessária para dirigir uma instituição dessa importância. O veto dos EUA deveu-se basicamente ao fato de o seu secretário do Tesouro, Lawrence Summers, desejar reformas no FMI que não acreditava que Koch-Weser fosse capaz de realizar.





