O setor de alimentação fora do lar é responsável, hoje, por 26% dos gastos das famílias brasileiras com alimentação. Mas o horário alternativo de funcionamento de bares e restaurantes dificulta a retenção dos bons funcionários e acarreta alta rotatividade no setor, segundo o diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Norte do Paraná (Abrasel-Norte/PR), Arnaldo Falanca. "Hoje, um empresário abre um restaurante com vinte vagas e, noventa dias depois, tem metade delas em aberto", relata o dirigente.
Falanca ressalta que essa rotatividade gera custo para o empresário, portanto, o princípio de gestão deve ser contratar um funcionário qualificado, mas sabendo que, ainda assim, terá que treiná-lo. "Como a maioria das empresas do setor é micro, não tem estrutura para formar dentro da empresa, mas Abrasel, Senac e Sebrae têm cursos técnicos e específicos", aponta.
Na opinião de Falanca, esse gargalo se configura como uma oportunidade para os empresários que souberem lidar com o problema. "Temos clientes cada vez mais exigentes, inteirados, que sabem se o preço cobrado é justo", defende. (C.F.)

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