Às vésperas do Dia dos Namorados, os comerciantes do Centro de Londrina ainda esperam autorização para abrir as lojas no próximo sábado até às 18 horas. O secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, deve anunciar hoje a posição do Poder Público. Ontem, ele recebeu uma carta do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval) reivindicando a permissão para o trabalho neste dia em nome de um provável aquecimento nas vendas.
O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina, José Lima do Nascimento, afirmou mais uma vez que a convocação dos comerciários no sábado à tarde exige um acordo entre patrões e empregados e a prefeitura. ''Caso contrário, eles estarão desrespeitando a legislação trabalhista e o Código de Posturas do Município'', explicou o sindicalista que ameaça acionar os fiscais municipais e do Ministério do Trabalho a exemplo do último final de semana.
Ontem, a reportagem da Folha de Londrina foi às ruas para ouvir a opinião das pessoas sobre o assunto. O pintor de automóveis Ademir Marioto, morador de Cambé, disse que é contra o funcionamento das lojas aos sábados à tarde. Segundo ele, o comerciário também tem direito ao lazer e, se o consumidor não está comprando, o problema não é falta de tempo, mas sim de dinheiro.
Para a vendedora autonôma Maria Gomes da Costa, seria bom se o comércio funcionasse dois sábados até às 18 horas porque a semana é muito corrida. As estudantes Eleomara Marques e Daniele Gonçalves também são favoráveis à ampliação do expediente comercial e acreditam que o esforço ''deve compensar''.
Entre os comerciantes consultados a única diferença é a quantidade de sábados aproveitáveis. Para Jivadávio Lucas da Silva dono de uma loja de automóveis e Ivone Santos proprietária de uma loja de CDs um sábado maior é o suficiente. ''No meu ramo, a preferência do consumidor é pelos shoppings nos finais de semana. Mas, às vésperas de alguma data comemorativa a venda é melhor para todos'', disse Ivone.
As gerentes Luceli Marques, Marcela Aparecida Pio e a proprietária Roseli Fávaro Brenny defendem o trabalho em dois sábados por mês. ''Desde que sejam os dois primeiros porque é nessa fase que o consumidor tem dinheiro'', explicou Roseli que foi autuada no último sábado junto com outros comerciantes da Rua Sergipe que mantiveram as portas abertas após a passagem dos fiscais. De acordo com ela, foi uma forma de protesto.
Na opinião do gerente Osmar Cassoto e do comerciante Carlos Morillas quanto maior o expediente maior é o volume de vendas. ''O que não compensa é o estresse que a prefeitura está provocando. A lei tem que mudar e nós vamos nos mobilizar para isso'', adiantou Morillas.

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