O funcionamento do comércio central de Londrina aos sábados à tarde novamente chegou a um impasse. Para a abertura hoje não foi formalizado acordo entre comerciantes e comerciários e o trabalho é contrário ao Código de Posturas do Município. No entanto, como de costume, as grandes lojas do centro devem permanecer abertas, respeitando orientações sobre a jornada de trabalho dos funcionários. Já o Sindicato dos Empregados no Comércio promete denunciar a situação ao Ministério do Trabalho.
Nesta semana foi tentado um acordo para o funcionamento hoje à tarde. O ''ponto da discórdia'' foi o pagamento das horas extras. O sindicato patronal ofereceu adicional de 70%, enquanto o pedido dos empregados foi índice de 100%. Sem acordo, a assessoria jurídica do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região (Sincoval) elaborou uma carta de esclarecimentos sobre o trabalho durante todo este mês - definido pelo Código de Posturas - que foi distribuída, via e-mail, aos associados.
O documento afirma que a loja que optar pelo funcionamento hoje à tarde estará sujeita à fiscalização da Prefeitura e da Delegacia Regional do Trabalho. Por isso, a recomendação é que toda a documentação das empresas esteja em ordem para enfrentar eventual fiscalização, ''especialmente em relação aos funcionários, como controle de jornada, banco de horas, acordo de compensação, observando o limite de duas horas extras por dia, para cada colaborador''. Durante este mês, o Código de Posturas prevê o funcionamento à tarde apenas no sábado que antecede o Dia dos Pais, portanto, somente no dia 11.
O advogado João Vicente Capobiango, do Sincoval, ainda explica que as últimas convenções coletivas previam funcionamento normal do comércio para os dois primeiros sábados, em todos os meses. Ele acrescenta que o Sincoval ''está encontrando obstáculos'' para finalizar as negociações para o acordo coletivo, que terá vigência retroativa entre 1º de maio deste ano e 30 de abril de 2008. Há dificuldades para se chegar ao índice de reajuste salarial. O pedido dos comerciários é de 7% para quem recebe o piso e 6% para os funcionários que recebem acima do piso da categoria.
O presidente do Sindicato dos Empregados José Lima do Nascimento afirma que juridicamente o trabalho de hoje à tarde não tem amparo legal porque não foi firmado nenhum acordo e não há autorização do Código de Posturas do Município. ''A abertura (do comércio) será ilegal e, por isso, vamos fazer a denúncia ao Ministério do Trabalho por excesso de jornada'', comenta.

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