Horário de verão vigora até 1º de março
Arquivo FolhaO ministro Brito: situação atípicaO horário de verão, em vigor em 13 estados, foi prorrogado e só acabará à zero hora do dia 1º de março, quando os relógios devem ser atrasados em uma hora. Previsto para se encerrar à meia-noite do dia 14 de fevereiro, o horário foi estendido por mais 14 dias por decisão do ministro de Minas e Energia, Raimundo Brito, com aprovação dos governadores e do presidente Fernando Henrique Cardoso. A medida visa evitar mais problemas no fornecimento de energia no Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde existem cortes constantes no abastecimento elétrico. Há uma situação atípica, explicou Brito.
É a primeira prorrogação do horário desde 1986. O ministro decidiu adotar a medida depois de comprovar que ela não iria alterar significativamente o cotidiano das populações afetadas. O horário de verão é adotado em todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, na Bahia e no Tocantins.
A diferença dos horários do alvorecer oscilará, entre os dias 15 de fevereiro e 1º de março, de um minuto, no Distrito Federal, para nove minutos em Porto Alegre. Do ponto de vista da população, é razoável e tolerável a prorrogação até 1º de março, disse Brito.
Segundo dados do Observatório Nacional, o alvorecer ocorrerá em São Paulo às 6h27 em 15 de fevereiro e às 6h31 em 1º de março, já sem o horário de verão. No Rio de Janeiro, comparando-se o horário do nascer do sol em 15 de fevereiro e em 1º de março, ele passa das 6h14 para 6h18. Em Brasília, das 6h42 para as 6h43 e, em Porto Alegre, das 6h36 para as 6h45.
Energia Os estudos desenvolvidos pela Eletrobrás apontam que não há problemas na energia produzida no País. A carga máxima verificada durante os últimos meses foi de 37,5 mil megawatts, o que possibilita uma folga de 2,8 mil MW a 3 mil MW na geração. Não temos dificuldade de atender ao mercado, afirmou Brito.
O ministro cobrou das concessionárias de energia do Rio de Janeiro empenho na solução dos problemas até o fim do horário de verão. A minha expectativa é que a Light e a Cerj trabalhem mais do que antes, afirmou. O problema de abastecimento, segundo Brito, resume-se às duas empresas. Do ponto de vista elétrico surgiram dificuldades isoladas no Rio de Janeiro e Espírito Santo, ressaltou Brito.
O horário de verão já é responsável pela economia de 4% no consumo de energia durante o horário de pico de consumo, que vai das 18h30 às 20 horas. No Rio de Janeiro, o maior consumo ocorre entre as 22 horas e 23 horas. Com o fim do horário no dia 15, o maior consumo ocorreria a partir das 21 horas, o que poderia elevar em demasia a demanda por energia no Sistema Elétrico Sul-Sudeste e Centro-Oeste.
O ministro esclareceu que não deverão ocorrer novas alterações no horário de verão depois de 1º de março. Ele tampouco prevê outros problemas econômicos com a prorrogação, principalmente em relação à indústria e ao comércio. À medida que ocorrerá em toda a região, não vejo porque haver maiores transtornos nesta área, disse.





