A Copel estima que nos 133 dias de vigência do horário de verão a economia de energia elétrica no Paraná chegará a 53 mil megawats/hora (MWh), o que equivale a 4% do consumo residencial do Estado. A redução da demanda chega a 100 MW no período entre 20h e 21h, o que equivale a 12% da demanda máxima na região metropolitana de Curitiba. O horário de verão começou dia 6 de outubro e termina à meia-noite deste sábado.
A economia no horário de verão é provocada pela redução do consumo no horário de pico, entre 20h e 21h, quando a maioria dos eletrodomésticos é acionada, a iluminação pública está ligada e muitas fábricas continuam funcionando. No País, esta economia é equivalente ao consumo de uma cidade de 1,2 milhão de habitantes.
No Paraná, o que se deixou de gastar de energia entre 6 de outubro e 16 de fevereiro equivale a todo o consumo do Litoral do Estado em pleno verão. A economia corresponde ao consumo de 74,5 mil residências.
O benefício do horário de verão para o sistema elétrico está no aumento da segurança no horário crítico, em função da redução de carga nas linhas de transmissão e na geração das usinas.
Em todo o País, a economia de energia elétrica deve ficar em torno de 1% do que seria gasto se o horário de verão não existisse. No Paraná, a economia deve ser de 1,2% do consumo total. No Estado, o consumo residencial representa 28% do total; o consumo industrial, 40%; o comercial, 14,3%, e o rural, 7%. Os pouco mais de 10% restantes se distribuem em iluminação das ruas e gastos de prédios públicos.
Nesta sua 21ª edição, o horário esteve em vigor em 12 Estados brasileiros: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantis e Bahia, além do Distrito Federal. À meia-noite de sábado, os relógios devem ser atrasados em uma hora.
Minas Gerais A Central Energética de Minas Gerais (Cemig) estima que a economia de energia com o horário de verão chegue a R$ 6 milhões. Desde o dia seis de outubro a central deixou de distribuir cerca de 700 mil MegaWatts/hora (Mwh).
A expectativa do departamento técnico da concessionária de energia de Minas é de que a demanda média no horário de ponta tenha sido reduzida em 6 pontos percentuais. Na área de concessão de energia a redução da demanda deve totalizar 4%, equivalente a 200 MegaWatts (MW), ou à capacidade de geração da futura hidrelétrica de Igarapava. Segundo técnicos da Cemig somente depois de 15 dias do fim do horário de verão será possível fazer uma análise mais detalhada sobre a economia realizada.

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