Horário de verão diminuirá demanda de energia
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terça-feira, 09 de outubro de 2012
Alana Gandra <br> Agência Brasil 
Rio de Janeiro - O horário de verão, que começa no próximo dia 21, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e na Bahia, diminuirá a demanda de energia nos horários de pico entre 5% e 5,5%, dando maior estabilidade ao sistema elétrico, mas sem representar redução da conta de luz. A avaliação é do professor Reinaldo Castro Souza, do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CTC/PUC-Rio).
Ele explicou que a ideia do horário de verão é aproveitar a luz solar e diminuir o uso da iluminação artificial. Quanto mais próxima a pessoa está do Hemisfério Sul, mais luz solar tem. O contrário ocorre para quem está próximo ao Equador.
No verão, a ponta do sistema elétrico tende a ficar muito carregada no horário entre 18 horas e 21 horas, principalmente no horário de pico, quando a iluminação pública é ativada e as pessoas vão para suas casas, ligam a televisão e aparelhos de ar condicionado. Com o horário de verão, não há a coincidência de uso de energia, principalmente de iluminação pública.
Para os consumidores residenciais, considerados de baixa tensão, o professor assinalou que não há nenhuma melhora no valor da conta durante o horário de verão. Os consumidores continuam usando energia, mas apenas deslocam esse uso. ''Você apenas está ajudando o sistema elétrico brasileiro e o Operador Nacional do Sistema (ONS) a não ter que ligar termelétricas e fazer altas manobras para gerar mais energia.''
Para o sistema, segundo Souza, verifica-se uma redução da demanda. ''Há uma queda, nesse período mais crítico, em torno de 5% da demanda. A potência demandada pelos consumidores vai ser menor nesse horário de ponta. As estimativas ao longo dos anos são em torno de 5% a 5,5% de redução de demanda. Mas o consumo praticamente fica o mesmo, principalmente para os consumidores de baixa tensão.'' Ele ressaltou que a diminuição da demanda é registrada só em dias quentes, quando a luminosidade natural é forte. Nos dias nublados e com chuva, a diminuição é zero.
Segundo o professor, para a indústria e o comércio, dependendo da tarifa que contratada junto à distribuidora, pode haver algum ganho pois haverá economia nesse horário de pico.
Souza reforçou que o benefício para o consumidor consiste em ter um sistema com menor risco de desabastecimento. ''Você passa a ter uma confiabilidade melhor. Ou seja, há mais chances de o seu fornecimento não ter interrupções. A qualidade da energia melhora'', disse.


