Hora extra no setor cresceu 20%
Os sucessivos recordes de produção estão sendo sustentados pelo emprego de horas extras e pela intensa utilização dos bancos de horas das indústrias. As horas extras aumentaram entre 15% e 20% nos últimos dois meses nas indústrias paulistas, segundo números que circulam no mercado industrial. Esses expedientes antecedem períodos de contratação ontem foi anunciado o nível de emprego na indústria paulista, com alta de 0,34% . Segundo análise da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), as contratações demoram porque as indústrias esperam a confirmação, no mercado, do aumento da demanda. O setor que mais comemora as horas extras é a indústria de alimentos. Segundo dados do setor, cerca de 20% dos assalariados consomem tudo o que ganham em horas extras na compra de alimentos.
A Fiesp não confirma oficialmente esses dados de horas extras, mas admite que elas estão ocorrendo e que os bancos de horas estão sendo amplamente utilizados. Seus dados oficiais são de aumento de 6,1% no volume de horas trabalhadas na produção em agosto sobre o mesmo mês de 1999 e de 3,0% a mais no total de horas pagas no mesmo mês.
Segundo o diretor do Departamento de Pesquisa e Economia da Fiesp, José Roberto Faldini, todos os setores estão se sentindo mais otimistas à medida que vão se confirmando os pedidos em carteira, sustentando a demanda estimada. Vários setores, diante desse cenário, estão analisando e desengavetando projetos de investimentos. Um dos sensores desse clima são os indicadores de venda de máquinas e equipamentos, reveladores do aumento da produção.
O aumento das horas trabalhadas favorece a expansão dos salários neste final de ano, o que deve melhorar ainda mais o desempenho do comércio, que espera crescimento de 6% nas suas vendas no ano, de acordo com estimativa feita pelo presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP), Abram Szajman.





