Hora de definir ações
Depois de definidas as cinco áreas, iniciou-se uma fase de definições de macro-ações. Haverá mais dois seminários para discutir o assunto nos dias 27 de setembro e 22 de novembro. No começo de setembro, uma missão empresarial irá para Florianópolis conhecer como a cidade conseguiu se tornar no ecossistema de inovação mais ativo do Brasil.
Para o presidente da Acil (Associação Cláudio Tedeschi) Londrina é a cidade do Paraná com maior iniciativas na área de inovação com diversas incubadoras, aceleradoras. Mas diz que as iniciativas estão isoladas. "Esse levantamento é precioso, pois você precisa de um bom diagnóstico para fazer um bom planejamento. É preciso criar um ambiente que, em conjunto, possa desenvolver um índice econômico", comentou o presidente. "Florianópolis saiu de turismo para inovação", complementou.
Tedeschi acredita que um planejamento a médio e longo prazos vai fomentar as empresas locais e também atrair novos negócios. "As empresas se sentem mais confortáveis em um lugar em que se respira inovação e com marcos regulatórios", afirmou.
O planejamento do ecossistema de inovação será um "grande guarda-chuva", que deve aglutinar as empresas e academia. "Londrina é aberta à inovação, mas tem muita gente trabalhando na mesma direção e sem conversar um com outro. Acredito que esse planejamento vai abrir a mente de todos para entender melhor a inovação e conhecer os ativos da cidade", afirmou Ary Sudan, vice-presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).
Sudan afirma que há pouca interação das instituições de ensino com as empresas. "Às vezes, estamos trabalhando na empresa e não enxergamos que temos o Senai a nosso dispor. Com esse planejamento, vamos enxergar o papel da universidade. O que faz do Vale do Silício (nos Estados Unidos) um sucesso é o ambiente favorável à inovação". (A.M.P.)





