Homens são maioria neste mercado
Curitiba - O estudo realizado pelo IBGE incluiu como informais os trabalhadores sem carteira assinada, alguns empregadores, os trabalhadores por conta própria como vendedores ambulantes de roupas, alimentos, cosméticos, bijuterias, etc. e prestadores de serviços como eletricistas, cabeleireiros, pedreiros, motoristas, técnicos em manutenção de computadores entre outros que não trabalham como assalariados.
O levantamento apontou que, no Paraná, 66% das pessoas ocupadas na economia informal eram homens, mais da metade do total de pessoas ocupadas no setor possuíam o ensino fundamental incompleto e apenas 5% não tinham nenhuma instrução ou menos de um ano de estudo. Das pessoas ocupadas na economia informal no Estado, 37% estão na faixa etária de 25 a 39 anos e 31% têm entre 18 e 24 anos de idade.
Quase a totalidade dos trabalhadores informais, representando 90%, exerce suas atividades em todos os meses do ano e 66% das atividades são feitas fora do domicílio. Os trabalhadores por conta própria, em 2003, eram 83% do mercado informal representando 656 mil pessoas.
Das empresas pesquisadas, 85% não possuíam registro como micro, 66% não tinham licença municipal ou estadual e quase todas, ou 97%, não aderiram ao Simples, que é o imposto federal cobrado das micro e pequenas empresas. Quanto à contribuição fiscal, 44% não tinha nenhum tipo de registro contábil; 37% faziam registro sem ajuda de um contador.
Entre as principais dificuldades apontadas pelo setor, 23,7% afirmaram que a concorrência no Paraná é muito grande, 21,8% reclamam da falta de clientes e 16,2% acreditam obter baixos lucros e 10,9% carecem de capital de giro. Cabe observar que 36% dos trabalhadores informais negociam os preços com os clientes e baseiam-se na concorrência, já que não possuem um custo definido. (A.B.)





