No mercado de games, com tantos jogos de tiro em primeira pessoa - os chamados FPS (First Person Shooter) –, definitivamente não é fácil se destacar. Homefront: The Revolution, distribuído pela publisher Deep Silver, tinha tudo para chegar aos consoles de nova geração e PC, se tornando marcante entre os jogadores, como os "endeusados" Call of Duty e Battlefront. Infelizmente, faltou um algo a mais para atingir este patamar.
Não há dúvidas de que o enredo – uma continuação do primeiro lançado em 2011 – é o ponto alto do jogo. A primeira hora de gameplay é muito envolvente e o jogador logo pensa: a diversão aqui vai ser intensa. A história de Homefront rompe com as mesmices nacionalistas (leia-se patriotismo norte-americano) arraigadas em muitos jogos neste estilo. No game, a Coreia do Norte é uma grande potência que dominou o mundo e a população dos Estados Unidos vive oprimida e em condições terríveis. Tudo isso no ano de 2029.
É claro que os americanos têm uma facção de resistência para liquidar os coreanos do País, liderada por Benjamin Walker, preso numa emboscada logo na introdução do game. Aí cabe ao jogador, na pele de Ethan Brady, entrar na facção e começar a trabalhar em diversas missões e tirar o líder de trás das grades.
A partir deste momento – com o fim do tutorial, basicamente - é que o negócio não engrena no novo Homefront. Apesar de um mundo aberto vasto e bem interessante na devastada Filadélfia, as missões por muitas vezes se mostram enfadonhas, repetitivas, sem um envolvimento maior dos gamers. Um ponto bacana é que as zonas de guerrilha pelas ruas da cidades são distribuídas por cores, sendo que em algumas delas o jogador vai precisar ser mais hardcore para cumprir as missões e, em outros casos, trabalhar de forma, digamos, mais stealth, na surdina. Isso dá aquela animada rápida no game, mas não por muito tempo.
É preciso fazer justiça aqui: variar as missões e deixar o game envolvente do começo ao fim acabam se tornando um grande desafio nos jogos atuais. É só dar uma olhada nas franquias de Assassin’s Creed ou Far Cry, por exemplo, para ver como essa tarefa é complicada. A repetição e missões paralelas chatas, sem vida, estão por todos os lados! A grande decepção é que Homefront tinha uma ideia inicial muito bacana, a hype foi nas alturas, e isso não se confirmou no resultado final.

Visual
No que diz respeito aos gráficos, a engine da desenvolvedora Crytek cumpre bem o seu papel. O game é polido, cheio de detalhes pelos becos da cidade – nada que surpreenda – e com alguns bugs pelo caminho (mas qual jogo da atualidade não tem?). Quando se trata da performance na qualidade da imagem, uma análise do famoso site Eurogamer aponta que a queda de quadros por segundo foi menor no Xbox One em comparativo ao PS4. Já a jogabilidade é bastante intuitiva, básica, e não traz grandes inovações.
Se você é daqueles jogadores que ficaram na expectativa com o lançamento de Homefront: The Revolution, provavelmente tomou um balde gelado de água fria na cabeça quando colocou as mãos no game. Agora, se a sua vontade é apenas algumas horas de diversão sem compromisso, vá em frente e dê uma passada na locadora ou empreste de um amigo. Nada mais do que isso.

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