Holdings querem que reajuste seja de 21%
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de janeiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
As holdings de telefonia fixa Embratel, Telefônica, Telemar e Brasil Telecom estão travando uma queda de braços com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para reajustar em cerca de 21% as tarifas das ligações telefônicas feitas das linhas fixas para os celulares. O presidente da agência reguladora, Renato Guerreiro, admitiu conceder ainda este mês um aumento teto de 9,5% para estes serviços. As empresas alegam que estão com as tarifas defasadas desde julho de 1998, quando houve a privatização do Sistema Telebrás.
O porcentual (9,5%) a ser concedido é o teto e não será igual para todas as operadoras, afirmou Guerreiro. Na avaliação do presidente da Anatel, as holdings foram autorizadas a reajustar em 10% estas tarifas no ano passado. Os porcentuais de reajustes devem ser definidos dentro dos próximos dias e entram em vigor no início de fevereiro segundo expectativa de técnicos da agência reguladora.
As novas tarifas de telefonia fixa não se aplicam para as empresas-espelho Intelig, Vésper São Paulo, Vésper S/A e Global Village Telecom (GVT). Isso porque os preços não são controlados pela agência reguladora. Essas empresas apenas apresentam à Anatel as tarifas que pretendem praticar para determinados serviços.
As companhias telefônicas fixas oriundas do Sistema Telebrás alegam prejuízos financeiros nas ligações feitas pelos clientes para os telefones celulares. Isso ocorre basicamente porque as tarifas do serviço móvel celular já teve outros aumentos autorizados pela Anatel nos últimos 30 meses. Como existe diferença de preços entre um telefonema dado do celular para rede fixa e uma ligação feita da rede fixa para o celular, o acerto de contas entre estas companhias tem sido motivo de atritos.
Estamos negociando ainda com as operadoras, disse Guerreiro. Ele quer estabelecer um porcentual de ganho de produtividade para reduzir o índice pedido pelas empresas. Para Guerreiro, a agência não irá conceder reajuste acima de 9,5% .
A Brasil Telecom, que controla empresas telefônicas do Rio Grande do Sul ao Acre, reivindica o repasse integral para as tarifas, ou seja, 21%. Na avaliação da holding, como as tarifas praticadas são mais baratas se comparadas com as demais concorrentes, a Anatel deveria autorizar o porcentual que vem sendo reivindicado.


