A Holanda decidiu insistir na União Européia para que se volte a vacinar o gado contra a febre aftosa, depois da descoberta esta semana de três focos da doença no leste do país. ‘‘Quando a crise for dominada, a questão de vacinar (preventivamente ou como medida de urgência) deverá se transformar num ponto central da agenda européia’’, disse o primeiro-ministro holandês Wim Kok.
A vacina dos animais capazes de contrair a doença está proibida pela União Européia desde 1991. A medida foi decidida para favorecer as exportações européias. Alguns países não-membros da União, como o Japão ou os Estados Unidos, recusam importar gado dos países que autorizam a vacina, porque acham que distinguir os animais sãos dos doentes é impossível.
Alemanha descarta A ministra alemã do Consumo e Agricultura, Renate Kuenast, excluiu de novo ontem a vacinação em grande escala dos animais de ricos exigida pelos ministros regionais de seu país para evitar a propagação da febre aftosa na Alemanha.
Kuenast disse no final de uma reunião em Cottbus (leste) com os ministros regionais da Agricultura, que estavam de acordo para acatar o plano de urgência adotado no final de fevereiro, que prevê medidas em três etapas em caso de desencadeamento da doença na Alemanha.
Num primeiro momento, os animais infectados serão sacrificados e destruidos. Se isso não for suficiente, os animais em observação serão vacinados e destruidos igualmente. E se o risco de uma maior contaminação ainda persistir, a vacinação se estenderá à zona compreendida entre 10 e 30 km em volta da propriedade afetada.
Uma porta-voz do ministério do Consumo destacou que o governo alemão continua contrário à vacinação em grande escala porque o direito europeu não autoriza isso. Os veterinários temem que uma medida desse tipo contribua para a extensão da febre aftosa, em vez de erradicá-la, porque os animais vacinados podem contrair ainda a doença sem ter os sintomas, acrescentou.

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