Hoje eu consigo até fazer poupança
Uma dívida de R$ 150 mil no banco fez a professora Rita (nome fictício), 47 anos, moradora de Cornélio Procópio, cair em depressão. A bola de neve começou a ser formada em 1998, quando ela retornou de uma viagem de 15 dias na Itália e encontrou a mãe doente. "Eu tinha financiado a viagem e tive que tomar várias providências pela situação da minha mãe; eu era contratada pelo Estado, estava tudo organizado, mas precisei pegar empréstimo no banco", relembra.
Quando o primeiro empréstimo estava pela metade, Rita pegou outro. "Fui fazendo esse vício", confessa. Mas a dívida começou a incomodar a professora, que se sentia frustrada por não poder investir no que gostaria. "Eu via meus amigos com casa reformada, carro melhor, e eu só tinha dívida", relata. Quatro anos atrás Rita encontrou apoio em um grupo de devedores e conseguiu renegociar as dívidas procurando juros menores. Rita fez outra faculdade e hoje, além de professora, atua como advogada. Com renda maior, as cinco parcelas mensais das renegociações não a afligem mais. "As minhas dívidas vão até 2018, quando completo 20 anos devendo, mas hoje eu consigo até fazer poupança e já comprei um apartamento", comemora. Aumentar a renda foi essencial para conseguir poupar e investir, sem deixar de cumprir os compromissos. (C.F.)





