Não é exagero dizer que a história de Francisco Ontivero se confunde com a de Londrina. Afinal, aqui ele chegou com seis meses de idade no final do primeiro semestre de 1934. Alguns meses depois, exatamente no dia 10 de dezembro, o município foi fundado depois de emancipar-se de Jataizinho.
''Meu pai chegou aqui de carroça puxada por dois cavalos. Ele comprou um pedaço de terra da Companhia de Terras do Norte do Paraná para plantar café. Ficava lá perto do Aeroporto. Ele veio com meu tio trazendo uns animais e a viagem (de Cândido Mota) durou dois dias'', lembra.
Ontivero, uma irmã e a mãe vieram no caminhão que trouxe a mudança. Todos os outros oito irmãos nasceram em Londrina. A família sempre teve importância na vida do empresário. Tanto é que a mulher Áurea Paganucci Ontivero trabalhou o tempo inteiro com ele. Até hoje ela cuida da filial da Rua Benjamin Constant.
E os três filhos também estão na empresa. Marcelo Ontivero cuida da parte financeira, Mônica Ontivero Moraes, dos Recursos Humanos, e Fabiana Ontivero Rocha, da parte jurídica. ''Estamos numa fase de sucessão. Felizmente tenho bons filhos que se dão muito bem. Estou deixando para eles bons exemplos'', afirma.
Sociedade
Relação muito boa Ontivero também teve com o sócio, falecido em 1992. ''Era como um irmão para mim. Nunca tivemos uma rusga'', conta. A favor da boa relação também sempre contou o fato de Lettério Livoti se dedicar mais à fábrica em Apucarana - da qual Ontivero não era sócio. ''Quando eu perguntava a ele sobre como resolver determinado problema, ele respondia: 'o que você decidir está bom''', afirma o empresário.
Para ele, o segredo de uma sociedade duradoura se baseia na confiança e no respeito. Os filhos de Livoti preferiram terminar a sociedade com a morte do pai. Eles ficaram com cinco filiais que existiam na época e Ontivero com quatro mais o nome da empresa. Mas a nova firma aberta pelos herdeiros de Livoti não existe mais. (N.B.)

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