Siqueira Campos Em 2000, o secretário de Planejamento de Siqueira Campos, Claudio Chomiski, ligou para a sede em São Paulo da Vanity Fair, grupo têxtil americano com faturamento anual de US$ 7 bilhões, e fez uma pergunta singela: ''Vocês não têm vontade de montar uma fábrica em Siqueira Campos?''
Na Vanity Fair Brasil, ele recebeu a explicação de que o fabricante das marcas da empresa no País, como a Lee e a Wrangler, era a brasileira Scozy, com sede em Sorocaba, interior de São Paulo. Chomiski ligou para a Scozy, descobriu que a empresa queria mudar e estava na dúvida entre Mato Grosso, Minas Gerais ou algum Estado do Nordeste. ''No mesmo dia, fui visitar a Scozy, e lá eu agendei uma visita deles a Siqueira Campos'', diz Chomiski. Dimas Diógenes Hoehne Jr, presidente da Scozy, explica que uma das motivações para deixar São Paulo era a impossibilidade de mudar o pagamento de tributos para o sistema Simples pelas regras estaduais.
De imediato, a prefeitura ofereceu à Scozy, em cessão por comodato (o uso fica indefinidamente com a empresa, mas a posse é do município), um prédio de três mil metros quadrados de área construída e instalações supermodernas, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que seria um centro regional de negócios e eventos.
A Scozy aceitou e montou sua primeira unidade fabril em Siqueira Campos. Hoje, a empresa tem mais uma fábrica em outra locação, e está construindo uma lavanderia industrial em um terceiro terreno, que adquiriu. Neste empreendimento, a prefeitura entra com o sistema de captação de água e de tratamento de efluentes.
A Scozy tem 420 funcionários em Siqueira Campos, que devem chegar a 600 em meados de 2006. A produção na cidade é de 100 mil peças por mês, no sistema ''full packing'', que vai desde o desenvolvimento até a entrega do produto embalado e etiquetado, garantindo um valor agregado mais de dez vezes superior ao das confecções que apenas montam as peças de vestuário.
Política A vinda da Scozy foi um fator decisivo para levar a Vanity Fair a mudar seu centro de distribuição (CD) de Fortaleza para Siqueira Campos, em 2003. O prédio, de 2,5 mil metros quadrados de área coberta, foi construído pela prefeitura e cedido em comodato à D&D, empresa de logística da Scozy, e também servirá de CD para as Lojas Marisa e a Valdac, proprietária das marcas Siberian e Crawford. A D&D também está em fase final de negociação para trazer os CDs da Zoomp e da Fórum para Siqueira Campos, numa área anexa à do atual prédio.

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