Foz do Iguaçu Em Foz do Iguaçu, a vida de muitos moradores se confunde com a história de Itaipu. É o caso de Maud Lucia Passarela, de 44 anos, filha de um barrageiro que ajudou a levantar a maior usina hidrelétrica em operação no mundo. Ela chegou à cidade aos 13 anos de idade, quando o pai deixou Araçatuba, interior de São Paulo, para se juntar aos 45 mil trabalhadores que saíram de vários cantos do País com a missão de barrar as águas revoltas do Rio Paraná.
Em 1981, quando completou 19 anos de idade, Maud decidiu seguir os caminhos do pai. Não na construção da usina, mas na organização da empresa. Passou num teste seletivo e ganhou o cargo de recepcionista da hidrelétrica. Nos escritórios de Itaipu, conheceu o homem que se tornou seu marido, teve filhos e progrediu. De recepcionista passou para a área de recursos humanos, onde acompanha a entrada e saída de todos os funcionários da empresa.
Carlos Alberto Knakiewicz, gerente de operação da usina, está há 25 anos em Itaipu. Mais conhecido por Knaka, ele é lembrando pelos companheiros como o homem que faz chover uma brincadeira feita pelos funcionários porque é ele quem autoriza a abertura do vertedouro, quando há excesso de água no reservatório. ''Não sou eu que determino a abertura das comportas, mas sim o ONS (Operador Nacional do Sistema)'', explica ele.
Knaka nasceu em São Paulo e fez parte da segunda turma de trainee de Itaipu. ''Quando cheguei aqui, a barragem não estava completa e a estrutura não estava planejada.'' Durante todo esse tempo, ele viveu situações complicadas, como um barco que encostou na estrutura da barragem e o apagão de 2000, quando o reservatório caiu 5 metros. ''Apesar de todo esse tempo, nosso dia-a-dia nunca é monótono. Sempre tem uma coisa nova. A sensação é a mesmo do primeiro dia de trabalho.'' (R.P./AE)

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