Hipermercados vendem 9 mil computadores em quatro dias
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de julho de 1998
Agência Estado 
Em apenas quatro dias de promoção, as redes Extra e Carrefour conseguiram vender 9 mil microcomputadores, resultado da guerra de preços entre ambas que começou na última quinta-feira e que acabou despertando um enorme interesse do consumidor. As promoções começaram às vésperas da Fenasoft, feira de informática da qual os supermercados ficam de fora. Até o último domingo, o Carrefour tinha vendido metade de seus dez mil computadores colocados à venda. No Extra, os quatro mil equipamentos disponíveis tinham se esgotado. A guerra de preços foi convenientemente deflagrada dias antes da abertura da 12ª Fenasoft, grande espaço de venda de equipamentos de informáticas ao qual os hipermercados não têm acesso. As duas redes colocaram em promoções micros na faixa de R$ 1.190,00. No caso do Carrefour, a linha em promoção é a Exclusive. O Extra está vendendo o computador Five Vision Pentium Intel. De acordo com o diretor executivo do Pão de Açúcar e responsável pela divisão Extra, George Washington Mauro, a empresa vai colocar mais 4 mil computadores à venda e, até o próximo final de semana, a expectativa é vender 2 mil unidades. Além disso, a rede fez uma encomenda dos equipamentos da empresa brasileira UIS.
Em maio deste ano, o Carrefour realizou uma promoção dos equipamentos Scenic pelo mesmo preço (R$ 1.190,00). As dez mil unidades colocadas à venda se esgotaram em dois dias. Quando interrompemos a venda do Scenic por causa de uma procura fora das proporções imaginadas, prometemos que teríamos em pouco tempo nas lojas mais micros avançados, sofisticados e baratos. Com o Exclusive, estamos começando a cumprir a promessa, disse o diretor de eletrodomésticos da empresa, Christophe Villechanoux.
A rede Extra está investindo pesado no segmento de informática, criando o conceito de autoserviço nessa seção. Esse setor vende entre 2.500 a 3.000 computadores por mês. A empresa aposta em um largo crescimento do segmento de informática nos próximos anos. Essa área é nova, tem apenas três anos. Ainda há muito o que expandir, afirmou Mauro.


