Agência Estado
O fechamento de importantes e tradicionais redes do varejo nos últimos tempos, como Casas Centro, G. Aronson e redução no tamanho de outras como Mappin e Mesbla, criaram um vácuo no mercado que é suprido por outras companhias, como hipermercados e ou redes fortes como Casas Bahia, Ponto Frio, Eletro, Carrefour, Best Mix e Fast, por exemplo. A opinião é do empresário Eugenio Staub, membro da Associação Brasileira dos Fabricantes de Eletrodomésticos (Eletros).
O comércio é tão agressivo que não admite vácuo, isto é, quando uma rede fecha surge outra e os canais de distribuição não são afetados, diz Marcel Solimeo, diretor do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo. A francesa Fnac, por exemplo, que comprou o Ática Shopping Cultural, introduziu uma agressiva estratégia de comercialização de eletrônicos e produtos de informática.
A analista de varejo do Banco Fator, Juliana Chu, entende que ‘‘quando se fecha uma rede, há uma realocação do varejo para outra. A concorrência é feroz. As indústrias que fornecem para estas lojas vão se ajustando também, e acabam vendendo para novas redes, que estão crescendo no momento’’. O presidente da Tec Toy, Lourival Kiçula diz que é inconstetável que os hipermercados ganharam espaço. ‘‘Eles vendem muito e competem bem com as redes de lojas de eletroeletrônicos. Com a competição quem sai ganhando são os consumidores’’.

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